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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Nem a carência me aguenta mais

Talvez eu seja mesmo esse cara encalhado, carente e "na minha" como meus amigos dizem. Se eu vou ficar pra titio? Não, isso eu já sou. Mas talvez eu vá ser aquele cara chato que vai sempre acender vela para os casais mais próximo, se é que você me entende. O mais chato, tipo deprimente, nessa minha fantástica história é que eu sempre me dou mal. Faço planos, luto para conquistar a garota e no fim, sou recompensado com um "não te quero mais". Se é chato ter que lembrar disso? Sim e muito. Mas fazer o quê: isso é o que sou. Possa ser que confessando amenize a pena do meu pecado. Porém, o pior disso tudo não é nem meu estado vegetativo de carência, mas todas as minhas decisões erradas que me trouxeram até aqui. Terei que lembrar todas as vezes que for prometer algo pra alguém que, um dia prometi n's coisas pra uma pessoa e não cumpri. Pessoas inúteis só fazem promessas inúteis, mas quem confiou discorda de mim. Não tiro a razão dela pois eu também ficaria puto. Eu me conheço bem, sei que minhas falhas e minha pouca paciência são as piores assassinas de motivações amorosas. Sei que minha insegurança fala por si e divide sua vaga com o ciúme. Amadureci, tenho certeza disso, mas isso não é o suficiente para que eu afirme que estou pronto pra outra. Primeiro: eu preciso ter consciência do que estou fazendo e de como estou agindo. Obviamente que não tenho nenhum desses atributos necessários. Eu não sei lidar gente! 
"O que eu preciso é de extras"

E aquela história lá de "quando eu tiver meu filho vou ensiná-lo a gostar de Switchfoot como eu"? É meio sem nexo né, já que eu ainda não encontrei a mãe do cujo. E cá entre nós, ninguém nunca sonha que terá um filho com uma gata e depois se separar dela. Bom, ao menos eu não. Quero que só a morte nos separe. Subo lá no Torre Eiffel se for preciso para jurar amor eterno. O que eu preciso é só de um "Era uma Vez" pra poder dizer 'Felizes para Sempre". Vai parecer careta, eu sei, mas eu sou daquele tipo de pessoa que acredita que existe uma pessoa para cada pessoa nesse cosmo, entende? Cadê a minha então? Não sei, talvez ela esteja lendo isso agora, ou não...

Enquanto os pontos não se ligam, eu vou escrevendo besteiras na madrugada e pensando nos casais que estão por aí se amando e falando besteiras. Vão me dizer que eu preciso sair mais, conhecer novas pessoas, fazer amizade e tal. Queridos, eu não estou me candidatando a presidente da República. O que eu preciso é de extras e esses extras podem estar bem do meu lado. Ou não, sei lá, talvez a massa esteja certa, eu preciso realmente "fazer amizades", mas eu sou meio bicho do mato entende? Tenho aquele complexo'zinho de me relacionar com seres humanos, que só em estar com meu cachorro, já me sinto seguro. 

- Ué, já acabou? Que texto curto!
É porque nem a carência me aguenta mais.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Banda Tanlan veio desafiar em novo single

A banda gaúcha lançou na semana passada, seu mais novo single que fará parte do próximo álbum. A música se chama "A Maior Aventura" e já conta com mais de 5.000 views no YouTube. Com uma pegada alternativa e inspirada em grandes bandas como Switchfoot, a Tanlan volta com um som mais moderno e letras mais poéticas - que são características da banda. Os fãs já enchem sua timeline - inclusive eu - com a frase "não há mais nada a temer, o amor há de ser, a maior aventura". 


As duas guitarras da banda deixam um peso muito interessante ao som que, acompanhado de letras bem maduras, fazem uma combinação quase que perfeita de um rock nacional abrangente. Entre bandas do Crossover ou Novo Movimento no Brasil, a Tanlan é uma das sobreviventes mais ativa nesse segmento. Palavrantiga deu uma grande pausa após a saída de seu vocalista Marcos Almeida, Aeroilis, a pioneira do movimento no Brasil, teve seu último disco lançado em 2010 e a banda Crombie lançou um disco ao vivo ano passado, mas atualmente não se sabe nada deles. "A Maior Aventura surgiu de uma frase que escrevi em meu antigo perfil do face entre 2012 e 2013 e uma música sem letra que o Beto Reinke compôs em 2014. A frase dizia: "Perdoem a minha ousadia, mas acho que descobri o sentido da vida: Dividir um pouco de mim com os outros e multiplicar um pouco dos outros em mim." Desse conceito surgiu a música. Todos os dias nos perguntamos de onde viemos e para onde vamos. A busca por significado é o que costuma nos mover. Com essa música queremos propor uma outra percepção quanto "missão". Viver menos pra nós mesmos e mais para os outros pode ser uma maneira mais rica para se levar a vida e um caminho onde não faltarão aventuras para se viver." comenta o vocalista Fábio Sampaio. Sobre os novos planos da banda, Fábio acrescenta: "Muita coisa aconteceu com a banda nos últimos anos. Depois de um período relativamente turbulento, nosso guitarrista e membro fundador  (Beto reinke) voltou à banda nos trazendo a um estado homeostático incrível. E isso tem se refletido nas músicas e letras que temos preparado para esse novo disco. Ele ainda não tem um nome oficial, mas temos chamado de Homeostase. Ainda lançaremos mais dois singles esse ano e só depois começaremos a gravar o disco. Portanto, fiquem ligados que ainda tem muita novidade da Tanlan pra acontecer."

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Banda Tanlan lança novo clipe

A Banda gaúcha de rock alternativo, Tanlan, lançou nessa quinta-feira (27) em seu canal do youtube da Vevo, seu mais novo single chamado "A Maior Aventura". A mesma é o primeiro single divulgado do próximo álbum que será lançado em breve. O último trabalho da banda havia sido o disco "Um Dia a Mais" e que consideravelmente deixou a banda conhecida no cenário nacional. O contrato com a Sony Music também colaborou para a repercussão do trabalho da banda. O novo single tem referências sonoras bem presente de bandas gringas como Switchfoot e Arctick Monkeys. Em sua letra, é cantada que "o amor há de ser a maior aventura". A banda disse em sua página no facebook que em breve o single estará disponível para download nas principais plataformas digitais.





quarta-feira, 19 de agosto de 2015

10 Melhores álbuns internacionais que comemoram uma década neste ano (2015)

Dando continuidade a nossa série de Top10 de melhores álbuns lançados em 2005, hoje, trazemos a lista dos 10 internacionais que consideramos os melhores. Como sempre, foi uma tarefa difícil e té houve discussões extensas, mas acreditamos que conseguimos listar os 10 mais relevantes. Continuamos contando com o apoio mais do que especial do nosso amigo Tiago Abreu. Segue a lista e o comentário da nossa equipe!

10º Lugar: Thrill Seeker - August Burns Red

Tiago Abreu: Não gosto de metalcore. Mas, do que conheço sobre o disco, é bem razoável.

Phil Santos: August Burns Red traz uma definição de metalcore que raramente se vê. Killswitch Engage? Bullet For My Valentine? As I Lay Dying? ABR é diferente. Ok, as características básicas de metalcore: vocal gutural/scream junto com líricos, guitarras pesadas e rápidas com riffs de afinação baixa bem distorcidos, baixos idem, baterias abusando de pedal duplo, e breakdown pra todo lado. Toda banda de metalcore tem isso e às vezes cansa. O que faria o August Burns Red diferente? Não há esqueminhas clichês de estrofes+refrões. Não há vocais líricos. Tem solos bem feitos, que eu não consigo tocar (se eu conseguisse, quer dizer que o solo é muito fácil, rs). Às vezes você bate cabeça e perde o tempo, tá batendo fora do ritmo. Oi? Quê? É isso mesmo, eles têm uma tendência de metal progressivo e mathcore (batidas "fora de tempo") junto do metalcore. Ah, na boa? Escuta e vai bater cabeça, bater pé, fazer air guitar, etc e tal. O álbum é legal demais pra ficar confabulando. tinham lançado dois EPs antes) e depois da turnê o vocalista e o baixista foram embora. Os membros novos deram um gás (que dura até hoje) na banda. Mas mesmo o Thrill Seeker é uma obra bem feita, pode conferir sem medo de achar que o capeta vai aparecer entre um gutural e outro.
Como todo core, é um som pesado, direto, seco, gritado na sua orelha como um pedido de urgência, talvez porque as letras tenham temática cristã, mas independente disso são bem contundentes. E tem esses diferenciais que eu citei, mas que você só vai entender se ouvir, na boa. Dito isso, esse é apenas o primeiro full album deles (

Jhonata Fernandes: Antes de começar, quero dizer que acho toda essa list muito injusta, por mais que tenha ajudado a formá-la. Mas, isso não vem ao caso. Acredito que o único motivo pela qual o Thrill Seeker está na última colocação de uma lista de melhores do ano é que, este foi o primeiro álbum completo da banda. Haviam lançado o Looks Fragile After All EP em 2003 e o August Burns Red EP em 2004 com outro vocalista, mas este, foi o primeiro completo e oficial. Eu não tenho mais muita coisa para acrescentar porque o meu colega Phil já disse tudo. Portanto, acho importante enfatizar duas coisas importantes sobre este disco: 1) ele é simples e 2) por mais que você duvide, ele é simples.

9º Lugar: Devils & Dust  - Bruce Springsteen

Tiago Abreu: Bruce é daqueles músicos que sempre, ao lançarem um disco, estarão dentre os destaques de um ano. Com Devils & Dust não é nada diferente. Conhecido por fazer muito com menos, o disco contém várias narrativas interligadas de forma muito tênue. Bruce já é conhecido por fazer obras neste molde, como Nebraska (1982). Assim como o registro supracitado, Devils & Dust consegue trazer o frescor das composições de Springsteen e se firmar dentre os melhores discos do ano.

Phil Santos: Esse álbum é legal. Deu pra dormir com ele. Explico: o ouvi pela primeira vez num dia estressado. A sonoridade acústica e introspectiva me acalmou. Me lembra um caminhoneiro seguindo viagem ao cair da tarde, a estrada vazia. Esse álbum não conta com a participação da querida E Street Band, e a maioria das composições é bem antiga, algumas datam até de 10 anos atrás. Vovô Bruce revirou as memórias, juntou velhos temas, fez outros novos, deu uma polida e empacotou nesse álbum. Belo álbum, que teve 5 indicações ao Grammy, vencendo como Melhor Performance Vocal de Artista Solo de Rock, com a faixa-título do álbum.


8º Lugar: Try! - John Mayer Trio 

Tiago Abreu: John Mayer definitivamente não está dentre as coisas que eu costumo ouvir, mas o álbum Try! tem alguns arranjos interessantes. Logo na faixa-título, você já é introduzido numa guitarra bem grooveada e linhas de baixo de destaque. O grande ponto negativo são os vocais, mas convenhamos: a cozinha é impecável.

Phil Santos:  Aí mora o perigo. John Mayer ainda hoje tem o estigma de ser cantor romântico. Culpa dos Grammys dele que são de Your Body Is a Wonderland e de Daughters. As mulheres gritam quando ele faz algum solo de guitarra, e olhe que esse ou qualquer solo é bem bom, vindo das mãos de um filho do blues e rock (Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Albert King...), só que geralmente com uma pegada pop. O Try! precedeu o álbum que hoje é o queridinho da galera, o Continuum
(2006), porém hoje falamos de 2005 e o John Mayer Trio (JM3) é um projeto paralelo do John junto com ~Faustão mode on~ as feras Pino Palladino e Steve Jordan. John tem uma banda grande pra tocar seu projeto solo, porém o trio é uma experimentação, é a essência jovial, energética e empolgada do rock junto da classe e técnica do soul e blues, tanto que o JM3 toca covers de Hendrix e SRV, além de composições próprias do trio e versões (muito boas, por sinal) de músicas do próprio John. Mas aqui não tem pegada pop! Esse álbum é ao vivo, sem truques de estúdio, o que evidencia o talento dos músicos tanto em improvisos quando na timbragem dos instrumentos. Eu poderia passar horas falando, mas sou fã do trabalho do Mayer, então é melhor eu ficar quieto antes que comece a fazer divagações sobre a carreira e vida dele aqui.

Estevão Rockfeller: Malandro, quando falo que gosto de John Mayer sofro bullying por ele ser conhecido por fazer som de 'menininha'. Mas aí eu mostro esse álbum e todos se calam! Meu preferido dele, blues, solo, guitarra fritando. Recomendado a quem não conhece esse lado do John Mayer.

7º Lugar: Aerial - Kate Bush

Tiago Abreu: Antes disso, desencane de qualquer citação das chamadas “divas” do eletropop nesta lista de melhores. Continuando: música pop nunca me foi interessante, justamente por causa da maioria de seus ouvintes. Os artistas no mainstream deste gênero das últimas décadas também não ajudam. E é nas exceções que temos a veterana Kate Bush. “Descoberta” por David Gilmour no fim dos anos 70, Kate faz um pop muito bem produzido, arranjos bem construídos, com conteúdo! Sua participação nos melhores de 2005 é perfeitamente justificada com Aerial, disco que marca o retorno de Kate após doze anos sem um registro de inéditas. A obra, com poucas faixas, possui uma sonoridade densa, com bom uso de sintetizadores, piano e letras nem um pouco acessíveis. O disco é duplo, e em uma de suas partes, é completamente conceitual. Aqui vemos tudo o que se espera de Bush: emoção, profundidade, além de versos românticos, e ao mesmo tempo relativo ao cosmos. Desta forma, Aerial mergulha no melhor que Kate pode oferecer, ignorando toda a efemeridade e modismos do pop feito naquela época.

Phil Santos: Confesso que não captei a essência de Kate. Na real, eu nem a conhecia antes dessa lista. É pop, mas não tem nada a ver com o que a gente chama hoje de pop. É algo muito mais profundo, poético, humano (apesar de etéreo). No meio de uma lista com tanto rock (que ainda era o mainstream da época) esse álbum quebra a sequência de distorções. Aliás ela não é nem um pouco mainstream, o que me deixa feliz porque não se precisou depender de mídia pra ver como ela é incrivelmente talentosa. E eu acho que poderia ir mais além nas minhas definições se eu tivesse escutado mais, ou se minhas últimas audições fossem assim mais complexas.


6º Lugar: Nothing Is Sound - Switchfoot

Tiago Abreu: Ah, Switchfoot numa lista de melhores de 2005 é um exagero abismal. Sim, Nothing Is Sound é um disco razoável, mas não passa disso. Nem está dentre os melhores do próprio Switchfoot. A banda é, claramente, esforçada e boa. Mas nada que justifique sua presença aqui.

Phil Santos: Eu ainda tô tentando entender o que Switchfoot está fazendo nessa lista. Ô Abreu! Acho que a gente descartou algum álbum que não deveria ter saído da lista e esquecemos esse aqui dentro de casa! ~ lê correndo atrás do caminhão de lixo ~

Jhonata Fernandes: Sou um grande fã do Switchfoot.  Fã daqueles que passa o dia ouvindo os caras
e que pira toda vez que ouve. Discordo dos meus amigos que esse álbum não merecia estar aqui. Ele merecia e merece (até) estar mais acima. E não digo isso (só) porque sou fã, mas porque reconheço (eu e uma paulada de gente, basta 'cê' sair um pouco da websfera brasileira e procurar entender como um disco que já saiu sendo o número três no Top200 da  Billboard, recebeu disco de ouro tendo mais de 500.000 cópias vendidas e ficou em 1º lugar no Top Christian Albums pode ser ruim. Pelo amor né!?) a qualidade do disco. (bom, já disse tudo no último parentese)

5º Lugar: In Your Honor - Foo Fighters

Tiago Abreu: O Foo Fighters não possui nenhum álbum que seja realmente um clássico. Talvez, Wasting Light (2011) pode ser considerada sua obra prima. Mas, lá nos idos de 2000, a banda vinha de um bom momento, crescendo sua popularidade e tentando se estabelecer mais e mais. Em contrapartida, o disco que produziram em 2001, regravado e lançado em 2002, One by One, transmite uma séria crise de criatividade. Ao ouvir as composições, você nota que eles estão evidentemente cansados e entediados. A pausa do grupo fez bem, e em 2005, chegaram com um disco novamente enérgico. In Your Honor pode ser considerado, tranquilamente, como um dos três melhores trabalhos de sua curta discografia. A faixa-título, e seus riffs marcantes, dão início a um disco bastante consistente e que prende o ouvinte. Também é um pouco ousado pelo fato de ser duplo, comemorando dez anos de Foo Fighters.

Phil Santos: Foo Fighters é a banda mais sortuda do mundo. Se eles chegassem agora na mídia mundial e dissessem pros fãs "galera, vamos tirar umas férias de um ano, daqui a 365 dias a gente volta pra fazer um som pra vocês" todo mundo aceitava na boa, e aliás ia estourar cover deles pra todo lado. Dave Grohl parece ser outro que transforma em ouro tudo o que toca (se você já leu a biografia dele vai entender), mas é bom lembrar das tensões que rodearam o One by One (2002) e o fizeram ser um álbum cansado, com umas 4 músicas boas e o resto bem ruim. A banda quase acaba no meio do turbilhão de coisas! Mas deram um tempo e voltaram pro estúdio. Dave não quis fazer simplesmente um álbum de rock, queria algo especial, afinal era o 5º álbum e eram 10 anos de banda. Escreveram 40 músicas (15 acústicas) e as 20 melhores foram pro álbum duplo, metade elétrico e metade acústico. Se o One by One era direto, na cara, porradeiro e estressado, o In Your Honor foi variado, polido, colaborativo (os caras construíram e equiparam o estúdio novo de Dave juntos, melhorando a atmosfera da banda), com um timbre mais claro e composições mais complexas musicalmente. Os caras sabem o que fazem. Ficou um álbum bem bom, e de lá saiu o que é uma das canções mais aclamadas deles: Best Of You.

Estevão Rockfeller: Parece que eles tem uma fórmula para fazer boas músicas, não tem uma música ruim nesse álbum, um dos meus preferidos dele.

4º Lugar: Mezmerize - System of a Down

Tiago Abreu: Acho que o grande mérito do System of a Down, de fato, seja relembrar, dentro do mainstream, que o rock (e especialmente o metal) não precisa (e não deve, muitas das vezes) ser politicamente correto. Muitas guitarras, peso e velocidade definem este disco que é estupidamente forte e autodepreciativo. O restante, certamente meus colegas vão falar.

Phil Santos:  É meio complicado falar de um álbum duplo que não é duplo. Mezmerize e Hypnotize são um álbum duplo que foram lançados em datas diferentes, porém ambos em 2005. Um completa o outro, até no desenho da capa. O Mezmerize é o primeiro registro desses dois, o que possui a maioria das canções conhecidas do público "leigo", como BYOB, Question, Lost In Hollywood e Radio/Video. Os caras da banda são compositores compulsivos, não são uma banda política (na verdade tratam de política, guerras, drogas, sexo, mulheres, e "dorgas": Kill Rock 'n Roll é um exemplo, é sobre um coelho atropelado pelo guitarrista) e são do mainstream sem produzir material estereotipado como mainstream, mas por fazer algo que ninguém faz: como rotular a banda? Metal alternativo? Hard Rock? Heavy Rock? Não acho que se encaixem em alguma estética. Apenas fazem um rock n' roll do bom, único, pesado e inovador. Na boa: deixemos os rótulos pra colar em garrafas! Quando lançaram o Mezmerize, o frissom causado por BYOB foi imediato. Jovem Pan e tocavam-na diariamente. O mesmo com Question. Na MTV nem se fala. O quê desse álbum é a mudança da sonoridade que já vinha igual em 3 álbuns e tava enchendo o saco, mesmo com toda a criatividade louca do Steal This Album! (álbum pós-Toxicity, o queridinho de todos, e o STA foi meio que uma entressafra). A bateria veio mais agressiva (porém ainda criativa), a guitarra mudou de Ibanez pra Gibson SG e ganhou uma afinação diferente (acredite em mim, isso muda muita coisa), Daron cantou bem mais, e o CD foi mixado mais redondinho, menos áspero, talvez daí saiu mais comercial e aparentemente "menos legal" que os anteriores. Rick Rubin assinou a produção deles, como de costume desde 1998. Premiações e menções em listas (como essa Emoticon grin) são apenas a cereja do bolo.
Transamérica

Estevão Rockfeller: Acredito que um álbum muito abaixo dos dois primeiros trabalhos do SOAD. Porém vendeu, é o que 'importa'.

Jhonata Fernandes: Sou tão poser de System of a Down que, ao invés de pôr o meu nome, eu deveria ter colocado em CapsLock O CARA QUE NÃO ENTENDE NADA DA BANDA. Mas eu entendo de música e música é o que esse álbum tem pra oferecer. B.Y.O.B (poser de SOAD que se preze tem que citar B.Y.O.B) foi a primeira música dos caras que eu ouvi e, de cara achei aquilo esquisitão e maneiro! (do jeito que o rock deve ser) Revenga e  Radio/Video abrem alas para um bom disco como este.

3º Lugar: Lullabies To Paralyze - Queens of the Stone Age

Tiago Abreu: Queens of the Stone Age é uma das poucas coisas, dos últimos anos, que é praticamente uma unanimidade. A banda, que estourou com o grande Rated R e veio com a parceria de Dave Ghrol em Songs for the Deaf, agora tinha um futuro incerto: a dupla original, cujas composições eram escritas, se desfez. Josh Homme demitiu Nick Oliveri. Mas, se você pensa que Lullabies To Paralyze é um disco desfalcado, se engana. A obra prova, de uma vez por todas, que Josh sempre foi o cérebro e a alma do QOTSA. O stoner rock bem tocado do grupo varia-se em composições curtas, sombrias, misturados a outras faixas longas e soberbas, em que Homme entrega todas as suas pretensões, fundindo uma sonoridade atípica e quente com interpretações viscerais e letras fantasmagóricas. Sim, isso continua sendo QOTSA, porque Queens é um homem só, apoiado por vários músicos.

Phil Santos: Josh Homme é o cara do rock. Um mito. Um gênio. Uma lenda. Tudo o que ele toca vira ouro. Tudo o que ele toca vira hit. E nós gostamos disso e pulamos bastante e cantamos bem alto, com toda certeza. (Só isso!)

Estevão Rockfeller: Diferente, épico, agradável, estranho, doido. Bela obra de arte, gênios do Rock!

2º Lugar: Get Behind Me Satan - The White Stripes

Tiago Abreu: Quando você vê uma dupla como Jack e Meg White fazendo uma música imprevisível em pleno século XXI – desculpem-me, sou daqueles rabugentos que sempre dá valor maior ao que é mais antigo – é de se admirar. O duo, que vem dos EUA, mas não faz música farofa, precisava dar sequência ao tão elogiado, aclamado e unânime Elephant, cuja tarefa não era nada fácil. Get Behind Me Satan segura a peteca com proficiência, com maior variedade de instrumentos. Vale destacar a capacidade da banda em desconstruir qualquer expectativa que você tem a respeito deles. Os vocais de Jack, em muitas das vezes, me lembram Robert Plant nos últimos discos do Led, e a faixa que encerra o disco, “I'm Lonely (But I Ain't That Lonely Yet)”, tem uma intro que me lembra, vagamente, “Changes”, do Black Sabbath.

Phil Santos: Será que falar bem de White Stripes é chover no molhado? Olhe só, eu sou basshead (o tipo de cara que AMA som de baixo e sons graves), mas na boa, White Stripes tem licença poética pra fazer o que faz sem precisar de baixista. Jack é incrível e Meg é uma "seguradora de onda" muito boa, se é que esse termo existe. Ficou ainda mais latente pra mim o tipo de aura criativa que rola entre eles depois que eu assisti It Might Get Loud!, um documentário sobre a relação de 3 guitarristas com o instrumento. Sem spoilers aqui! Vai procurar que o negócio é bom DEMAIS. E justamente toda essa aura se estendeu ao Get Behind Me Satan, ainda mais porque um grande problema de bandas em geral é, quando lança um sucesso, conseguir se manter na crista da onda ou até superar o feito. Não é fácil. E White Stripes sambava na cara da gente com cada disco lançado. (sdds)

1º Lugar: Chaos and Creation in the Backyard - Paul McCartney

Tiago Abreu: Falar de McCartney não é fácil, e para entender o sentimento do álbum Chaos and Creation in the Backyard, é necessário revisitar os discos solo anteriores do cantor. Os anos 80, e a primeira metade dos anos 90 foram péssimos para Paul. De grandes músicas e discos com os Beatles e Wings, o artista tornou-se numa criatura praticamente irrelevante no cenário musical, pois nenhum disco seu apresentava consistência e repertório marcante. As coisas mudaram quando, junto a Ringo e George Harrison, trabalhou na antologia dos Beatles, em 1996. Isso reascendeu o seu espírito criativo, produzido o grande Flaming Pie (1997). Depois desse disco, mais introspectivo e de arranjos mais marcantes, finalmente Paul McCartney encontrou a direção correta para sua carreira solo e se tornou um músico interessante outra vez. No entanto, outras fatalidades ocorreram em sua vida e são latentes na orgânica do disco: a morte da esposa em 1998 e de George Harrison em 2001 para o câncer, a chegada dos sessenta anos de idade, o novo casamento, e as reflexões sobre a vida e a morte (que, a cada ano, soava e soa mais próxima). Se Driving Rain (2001) já possui estes elementos recorrentes de Flaming Pie, em Chaos and Creation in the Backyard, os pensamentos são aprofundados e carregados de uma sonoridade complexa, lenta, por vezes bastante densa. Produzido por Nigel Godrich, conhecido por suas atuações com o Radiohead, o disco apresenta Paul tocando todos os instrumentos. Ou seja: se Driving Rain, ou o sucessor Memory Almost Full (2007) são discos ainda com a ‘cara’ de banda, em Chaos é McCartney no extremo de sua simplicidade e no controle dos timbres do trabalho, que possui pouquíssimos pontos baixos. Destaque para “Too Much Rain” e sua belíssima letra, a musicalidade de “How Kind of You” e “Friends to Go”, claramente influenciada pelo estilo de Harrison, em homenagem ao ex-beatle. Se você ainda não parou para ouvir a discografia de McCartney, sugiro que, além dos primeiros discos solo e os trabalhos com os Wings, esteja atento ao que ele tem feito desde 1997.

Phil Santos: Vovô Paul me surpreendeu. Quero dizer, eu nem sou tããão fã de Beatles (podem me crucificar), mas eu nunca tinha o escutado. Comecei bem pelo visto. Nem coloquei esse álbum na liderança, mas ele é um álbum muito bom. Cara, bem feito demais. Curti muito!

Concorda? Discorda? Deixe sua opinião aí galeres bonita!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Entrevista: Guilherme Stecanella

O blog hoje trás um papo divertido e curioso com o fotógrafo Guilherme Stecanella. Um amigo meu de Maringá. Como entrevistado do mês, o Stecanella falou sobre carreira fotográfica e vida pessoal. Segue a conversa!

Antes de mais nada, se apresente Guilherme.

Guilherme Stecanella, tenho 21 anos e sou um cara muito chato pra quem conhece. Amo tudo relacionado a criatividade e criação, e gosto de pensar sobre como as coisas são além da minha perspectiva.


Quando e como começou seu amor pela fotografia?

Em 2011. Como hobbie, eu pegava uma compacta Olympus e tirava algumas fotos de coisas variadas. Eu ainda não fazia ideia de que existia algo além do botão de disparo e os ajustes do menu, e sequer entendia o que era abertura (nem conhecia essa palavra no contexto fotográfico), mas de certa forma eu já tinha começado a amar isso, e algumas pessoas que eram próximas a mim na época chegaram até a dizer que eu deveria ser fotógrafo, mas eu negava achando isso um absurdo.  


Você costuma sempre fazer boas fotos de lugares que você passa. O olhar influencia muito na boa fotografia? Como isso funciona na prática?

Algumas fotos tiradas pelo Guilherme















Influencia, bastante. Na prática, você leva um bom tempo para aprender a técnica, e mesmo depois de dominar a "arte de desenhar com a luz", você ainda precisa desenvolver o olhar fotográfico, mas as boas fotografias vão além dessas regras. Inclusive, essa é a área que eu estou tentando me desenvolver agora, pois é algo em que eu me cobro muito por não fazer tão bom quanto eu queria.


Sabemos que você divide seu tempo com estudo e profissão. Como é a rotina do Guilherme?

Cara, estudar fotografia é algo complicado quando se está trabalhando com fotografia. O trabalho anda consumindo praticamente todo meu tempo, e como não existe um curso bacharel em fotografia no Brasil, eu preciso estudar por conta própria... o que dificulta ainda mais, já que eu não tenho um bom histórico de dedicação em estudo. (hahaha)


O que gosta de fazer nas horas vagas?

Sair com as pessoas que eu amo e acho incríveis. Sem dúvida nenhuma, apenas estar na companhia delas já me deixa feliz.


O relacionamento entre cultura e cristianismo tem dado de forma bem positiva no Brasil. Sendo cristão, como você enxerga isso?

Eu penso que este relacionamento está se dando de forma fácil, mas não positiva. Nossa cultura é um misto de lugares que foram altamente religiosos na época da colonização. A primeira coisa realizada nas terras Tupiniquins após a chegada dos Portugueses foi uma missa. Então é muito fácil o Cristianismo e a nossa Cultura caminharem juntos pois nossa cultura já é majoritariamente Cristã. O problema real é a libertinagem religiosa dentro da cultura, mas sobre este assunto eu teria que escrever vários parágrafos (risos).

Joy.me Fotografia


A pergunta que sempre fazemos aos nossos entrevistados: o que não pode faltar em sua playlist?

Switchfoot, Resgate, Flyleaf, Kutless, TernoeSaia, SoNatural e Starfield. Eu sempre digo que essas são as "bandas da minha vida", ou seja, aquelas que quando eu tiver netos, irei ensiná-los a ouvi-las.


Você divulgou recentemente uma parceria fotográfica com uma amiga. Como nasceu e como funciona?

Eu conheci a Joy (Joyce Malaguti) no Congresso Nacional TeenStreet Brasil em 2014, através de uma grande amiga minha. Um mês depois, em Fevereiro, chamei ela e outras amigas do congresso para ir no Acampamento de Carnaval da região onde eu cresci, e lá em alguns momentos nós fotografamos juntos. Em Março, ela me chamou para ajudá-la a fazer uma sessão fotográfica de mães e filhos, e na época eu estava fotografando a pouco tempo, apenas para auxiliar de outros fotógrafos, e nem sequer gostava de fotografar pessoas (o que eu queria mesmo era fotografar locais e cenários, onde as pessoas eram os objetos secundários). Esta sessão mudou a minha vida, e vendo o amor entre as pessoas que eu fotografava, eu fiquei maravilhado com a ideia de que eu poderia fotografar algo além da imagem, além dos elementos e das técnicas... eu poderia fotografar o amor das pessoas e a alegria daquele momento! Assim, depois de algumas conversas eu reparei que sempre que outras pessoas me auxiliavam a fotografar, eu precisava ficar falando para a pessoa o que fazer, onde ir, avisava pra não ficar na frente, ajudava a fazer o clique certo, na hora certa e ficava lembrando de técnicas; mas não com a Joy. Percebi que ela nasceu com isso, a técnica está no sangue dela, eu não preciso falar pra ela o que fazer, como fazer, nem lembrar de algum enquadramento ou iluminação certa, tudo simplesmente flui quando fotografamos juntos e nós dois gostamos do resultado. Foi assim que surgiu a ideia de chamá-la para que nosso trabalho, junto ou separado, tivesse um mesmo nome. Nossa visão sobre a fotografia é muito parecida, nosso trabalho e paixão por ele são inexplicáveis, e eu admiro muito como ela faz esse trabalho, muitas vezes de forma que eu penso não conseguir fazer da mesma forma. Chamamos a parceria de Joy.me, contendo o início do nome dela e o final do meu, e deixando um contexto com duas palavras monossílabas em inglês, Joy (alegria), e me (mim, referindo a si mesmo). Lá colocamos nossos trabalhos individuais e também os mútuos, pois atuamos em cidades diferentes e com agendas separadas, mas atualmente a Joy está afastada por ocupações pessoais relacionadas aos estudos. De qualquer forma, Joy.me só existe com a Joy e assim que ela puder voltar com certeza irá trazer a alegria junto com ela. (Risos)


Guilherme, obrigado pela simpatia em nos ceder essa entrevista. Deixe uma mensagem aos nossos leitores e o seu contato pra trabalhos. O D&CB agradece!

Agradeço a todos que estão lendo por ceder o tempo que é tão precioso para ver um pouco de quem sou (ou tento ser). Se quiserem ver mais do que eu faço, a melhor maneira é através da page do facebook com as fotos minhas e da minha sócia: https://www.facebook.com/JoyMeFotografia?fref=ts

sábado, 17 de janeiro de 2015

Top 5: Melhores álbuns que ouvimos em 2014 (por Jhonata Fernandes)

Olá galera de toda a blogosfera!
Inauguramos aqui mais um dia de postagem, o sabadão! E por que o sábado hein!?
Porque tem guris e gurias que ás vezes ficam sabadão em casa sem saber o que fazer, então esperamos ajudar sugerindo boas dicas da nossa boa cultura pop.

Ok?

Inauguro este espaço muito bacana listando os 5 melhores álbuns que ouvi em 2014. Mas dos 5, apenas um foi lançado em 2014, os outros são de anos anteriores, mas só ouvi com atenção (e amei!) em 2014.
Arte: Paula Carvalho
Poderia muito bem montar uma lista maior de álbuns que me marcaram demais por sua versatilidade e conceito musical e letrista. Mas resumo em 5 e com certeza já é suficiente.
2014 foi um ano de "caça músicas" para mim. Sou chamado pelos meus amigos de 'Jhonatapédia', por baixar discografias de bandas que vão de Os Descordantes (banda acreana muito boa) á For Today (banda de metalcore muito bacana!), para conhecer e coloca-las (ou não) em minha paylist diária.

Vamos ao (meu) Top Five!


5º Lugar: Infinito - Fresno (2012)

Infinito tocou muito em meus ouvidos em 2014. Com certeza um dos melhores trabalhos da Fresno, que eu já falei aqui. Com a parte letrista sendo toda assinada pelo vocalista Lucas Silveira, e produção também no mesmo, o álbum me cativou bastante!

Ainda estava concluindo o curso técnico de administração quando me interessei em conhecer a banda, e fui me acostumando pouco a pouco com sua sonoridade, até que me apaixonei e hoje faz parte do meu playlist.

Digo convicto de que Infinito merece está nesta lista, principalmente por eu querer mostrar que ainda se faz rock de qualidade no Brasil. O álbum é de 2012, mas só ouvi ano passado. Uma pena não ter ouvido antes, pois é demais! Ressalto aqui a música Sutjeska/Farol . Quanto sentimento há nesta música. Há princípio os crentalhões irão achar uma música herege, mas ouça com atenção e entenda a canção seu preguiçoso! Ela passa longe de assuntos divinos e/ou religioso.

                                            Diga Parte II

 
Infinito
 
 
4º Lugar: Ventura - Los Hermanos (2003)

Sério que tem um álbum de 2003 na lista dos melhores que ouvi em 2014? E os lançamentos de lá pra cá? Ham? Não tô entendendo! Que é issoooooo!

Isto mesmo querido(a)! Infelizmente, só conheci Los Hermanos no final de 2013, início de 2014. Me desculpem! Mas hoje é uma das minha bandas favoritas! Já comprei quase toda discografia (faltam 2 discos).

As letras e suavidade do Rodrigo Amarante neste disco é sensacional. Me define muito, e quase me bota pra chorar as vezes. Inclusive quando ouço Do Sétimo Andar, que música dos céus! \o/
Sem contar com toda versatilidade do Marcelo Camelo e seu vocal e composições marcantes.

Ahhh! Quantas idas e vindas no busão eu dei ao som desta beldade! Muitas! Um disco muito bom para se ouvir em vários momentos do dia, semana, mês, enfim, do ano inteiro!


                                                                   Cara Estranho
 
Do Sétimo Andar
 
 

3º Lugar: Hello Hurricane - Switchfoot (2009)

Considero o Hello Hurricane como melhor álbum do Switchfoot.
Guitarras bem suadas, bateria e baixo bem alinhados, e uma infinidade de letras que tocam o coração de quem ouve!

Me apaixonei pelo álbum quando ouvi a primeira música, Needle and Haystack Life. A voz do Jon é sem dúvidas, intrigantemente saudável aos ouvidos.
 
Conheci a banda também em 2014, logo procurei conhecer sua discografia, e Hello Hurricane me chamou muito atenção! Vale apena!

O classifico como 3º lugar e 2º dos internacionais, porque realmente merece. Talvez ele até fique no mesmo nível do segundo colocado que irei citar, mas claro, estou baseando no critério dos que mais ouvi e me marcaram.

                                             
                                                           Needle and Haystack Life

                                              
                                                                 Hello Hurricane



 

2º Lugar: Amianto - Supercombo (2014)
 

Aaah Supercombo! O que dizer de Amianto né?
Guitarras, loop's, teclados, distorções e pedais shows demais! \o/
Ouvir este álbum e não pegar a vassoura e fingir que é uma guitarra, ou fazer a pia de teclado e a torneira de microfone nas músicas Campo de Força e Sol da Manhã não é ouvi-lo com toda alma!

Conheci a banda no início de 2014, quando eles tinham acabado de lançar o disco. Tenho um amigo que é mais fã do que eu da banda, mas acho que já tenho Autonomia suficiente para falar dele:

Um álbum bem temático que passeia pela MPB ao Indie, do Alternativo ao Eletrônico.
Amianto mostra uma nova Supercombo, então com uma nova formação também. Com a Carol Navarro assumindo o contrabaixo e back-vocal da banda, é perceptível que a banda encontrou o seu formato ideal: uma banda indie meio psicodélica. Ué, por que não?

O vocalista e guitarrista Léo Ramos com todo o seu bom humor vocal, consegue prender o ouvinte a ouvir toda a música e curioso para saber qual canção virá após.

Merece indiscutivelmente o 2º lugar, e recebe o 1º lugar na (minha) lista dos nacionais!

                                              
                                                                      Amianto


                                                             Piloto Automático



1º Lugar: City and Colour - The Hurry and the Harm (2013)

E em primeiríssimo lugar, quem aparece?
Sim, ele, Dallas Green. Ou simplesmente City and Colour.
Me tornei fã desse cara no início deste ano, e o primeiro contato de músicas que tive dele, foi este álbum.

Tenho trilhões de motivos para aponta-lo como melhor álbum que ouvi em 2014, mas serei sucinto e apenas dizer que EU ME IDENTIFICO DEMAIS COM O CARA!

Sua forma de escrever, tocar e cantar tem muito a ver com a minha percepção musical. Ainda não tinha encontrado um artista que me apontasse um norte musical tão pessoal assim.

Agora falando de The Hurry and the Harm: um álbum cativante, romântico, reflexivo e feito para quem tem emoções bem abaladas. Se identificou? (então corra direto para os vídeos aqui embaixo, depois você volta e termina de ler!)

As duas primeiras faixas mostram uma métrica instrumental mais animadinha, típico pra quem acabou de conhecer o som do cara, e ainda não sabe o que vai vim. Mas quando chega Of Space and Time o coração dispara e você sente a necessidade de chorar. Agora veja a tradução! (só cuidado para as lágrimas não pingarem na tela de seu i-phone ou notebook)

The Lonely Life e Paradise são as melhores do álbum. Este disco é minha trilha sonora do busão a noite: sentado ao lado da janela, ouvindo este álbum e contemplando as belas árvores de Rio Branco, é lindo!!!

Segue duas músicas!

                                      
                                                               The Lonely Life

        
                                                               Harder than stone


Então dialéticos, estes foram os álbuns que mais me cativaram em 2014.
Espero que não se limitem a este post, mas que procurem conhecer estes álbuns. Aí se você gostar desses, pode baixar as discografias que eu assino embaixo!

Selo de garantia Dialetos & Coisas Boas
 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sobre todas as coisas que 2014 me proporcionou...

Ao som de "Daylight Break" - Switchfoot
...E continua proporcionando! Passei por coisas ruins, boas e outras péssimas. Não costumo colocar os anos que vivo em uma balança e definir qual foi o melhor, mas vale tudo pelo amor á escrita (ou quase tudo). Depois de um ano bem incomodado, iniciei 2014 com o psicológico e emoções a flor da pele querendo alcançar todos os meus objetivos. Mas acredite, não consegui nem 20% deles. Porém, o ano ainda não acabou. Quem sabe este texto não receba uma segunda versão, uma parte dois, né? Neste ano, conclui o curso de administração que havia iniciado no final do primeiro semestre ano passado. Lembro bem da formatura: com direito a beca, fotos e tudo mais. Claro que eu estava me sentindo incrivelmente rídiculo com aquela roupa, mas o sorriso da minha mãe me vendo se formar depois de um ano acordando cedo para fazer café pra mim, me acordar e me patrocinar financeiramente, não tem preço. Lembro também de quando pronunciaram meu nome e me aplaudiram, mas cá entre nós, os aplausos eram combinados, então nem conta...
   Também tive fases ruins, e que fases hein! Passei muito sufoco pelo meu cartão de ônibus ter "queimado" o chip de acesso, e uma curta temporada com o RG vencido e recém 18 anos completados, sem CPF. Mas uma das piores fases não só deste ano, mas da minha vida, foi uma virose que quase me leva á cova mais cedo. Um médico (meia boca) me passou um remédio errado, minha mãe disciplinada, me dava o remédio nas horas certas conforme a receita, mas mal sabia ela que o "remédio" que ela me dava na verdade era "veneno" pra mim. Enquanto jantava, meu pescoço deu sérios sinais de esquizofrenia e ficou apenas levantando e não conseguia controlá-lo. Na UPA uma médica falou que aquele remédio é para quem tem síndrome de down. Acredite, foram necessário 5 médicos para cortar o efeito do outro. Vi a morte me chamar!
   Contudo, este ano não foi só dores, fiz parcerias, amizades, curti festas, preguei a palavra de Deus e fiz muitas coisas diferentes! Inclusive conheci a incrível banda Switchfoot que pretendo ouvi-la até ficar velhinho com os meus netos! Entre dores, lágrimas e alegrias, consegui e estou conseguindo viver 2014, com a graça de Deus!