Confesso que ela não deu a mínima para mim. Não durou nem 5 minutos nosso "romance urbano". Nem sei o nome dela mas acho que gosta de Evanescence ou algo do tipo. Como eu sei disso? Não sei. Estou arriscando. Tudo começou e findou no terminal. Várias pessoas indo e vindo, ônibus lotado, pregador gritando ao lado querendo enfiar "Jesus" goela abaixo na vida das pessoas, e em um instante nada programado, o olhar. Naqueles dois segundos de tensão pareceu que tínhamos sido feito um para o outro. Ela disfarçou e desviou o olhar. Eu fiz o mesmo mas prometendo voltar a olhá-la. Aquilo foi incrivelmente ridículo!
"Ali, aproximadamente 2 metros de mim, estava ela (...)"
Alunos do fundamental em diálogos nada produtivos falavam dos seus pais e vida de alunos, não de estudantes. Os mortais do médio, ah, esses não conversam, falavam pouca coisa como "ah, a Luana que me disse", "o professor é doido", "gatinha aquela ali mano", "conta as nuvi", e isso para eles era o máximo. Tinha também algumas domésticas que só conseguiam falar sobre como o ônibus estava atrasado e "que ônibus você vai pegar?". Ali, aproximadamente 2 metros distante de mim, estava ela, linda e reluzente com seus olhos castanhos claros quase verdes. Linda, uma musa! Trocamos mais um olhar, este, agora mais intenso. Foi como se quiséssemos dizer algo ao outro. Como uma apresentação: "Oi, me chamo Jhonata" - "Oi, me chamo..." - ela desviou o olhar.
Ela não foi a primeira e nem a única garota que encarei naquele dia. Olhei para outras mais. Mas foi a ela que me entreguei. Demonstrei com o meu olhar o imenso desejo que sentia por ela. Acredito que ela estava preocupada muito mais em ir para casa, ou talvez, o pior, ela tem namorado e é muito fiel a ele. Demorou cerca de um minuto e meio até o meu ônibus chegar e eu embarcar, claro. O que eu não contava é que no meio daquela frenética multidão ela estaria presente. Entrou no mesmo ônibus que eu e minutos mais tarde, descobri que ela mora perto da minha casa. Bom, não tão perto assim, mas perto o suficiente para pegarmos o ônibus juntos mais vezes e conversarmos. Não tive coragem de dizer sequer uma palavra para ela. Mas é como eu disse, o bus estava hiper lotado e a galera frenética.
Então, essa foi a minha musa da semana! Sem pretensões, refrões e nada mais romântico. Simplesmente mais uma pessoas que você encontra pelas ruas da vida e se encanta pela beleza. Faz diferença? Não. Mas também não reduz a emoção do texto. Tchau e benção!
Algum problema por aí? Bem, problema todos temos, certo? Certo. Tenho os meus, e não são poucos! Mas, por hora, deixa eu me desfazer dos meus conflitos; o que importa é o amigo leitor.
Já parou pra pensar nos caminhos feitos? As ruas, becos, cruzamentos da vida? Só você sabe as esquinas por que você passou. Consegue pensar nos caminhos importantes e marcantes?
Ah, as grandes avenidas, todo mundo na mesma, às vezes tudo flui e todo mundo anda bem. Tudo ao teu redor vai bem, e dá vontade até de suspirar de tranquilidade. Em contrapartida, um sem sorte no meio do trânsito pode passar num buraco ou até bater, prejudicar grandemente outro (o que foi atingido), mas os outros ao redor que não foram atingidos ficam no trânsito, agora congestionado; isto é, um alguém com um problema te causou um problema mesmo que não diretamente em você, mas na ligação dos pontos você também perdeu. Boa sorte pra achar logo uma saída. Tipo aqueles engarrafamentos de manhã cedo, nos estressando logo no início do dia, ou a hora do rush, sugando o resto de energia no fim do dia. Parece que é 8 ou 80, tudo muito bem ou tudo muito mal...
As ruas, vias locais. Sempre tranquilas, mas quando as ruas principais lotam, elas vão se enchendo. Entretanto, sempre serão boas alternativas, desde que você consiga escapar do caos e chegar a uma dessas vias! De vez em quando, a gente tem que tomar alternativas na vida, não é? Usar uma receita diferente, mudar os passos, conhecer um novo método, aprender algo novo. Algo que às vezes tememos que vai acontecer alguma coisa, mas, ah! Não tem nada de mais. Na verdade tem, e é algo bom: você expandiu sua mente, conheceu o - até então - desconhecido. Quem sabe isso não muda sua rotina?
"Tem alguma coisa que está sugando de ti aquilo que tens de melhor, como a volta pra casa bem na hora do rush?"
As rodovias e estradas. Tão cheias de aventuras, de histórias, de sorrisos, de viagens. Poucos as tomam rotineiramente, e creio que mesmo esses devem apreciar a beleza do caminho feito. De fato, para a maioria, tomar a estrada significa quebrar a rotina, e convenhamos, quem não gosta de viajar, hein? Ô! Tomar um rumo louco no final de semana, arrumas as malas, esquecer (de propósito) as coisas do trabalho, da escola, da faculdade...
Ah, num momento enfadonho como eu estou agora, tudo o que eu queria é viajar, ao menos dois dias. Mas, vamos com calma. Ainda preciso resolver umas coisas pelas grandes avenidas da vida...
Então, não sei se você anda de carro, moto, bicicleta, ônibus (é o meu caso), metrô, patinete (what?), ou expresso canelinha. Bem, você vai e vem de alguma forma. Mas, como está teu trânsito? Sua vida parece ser um eterno sinal vermelho, tá sempre no amarelo exigindo atenção, ou vai fluindo como um sinal verde? (Terá toda minha inveja se estiver verde... opa, brincadeira, hein!) Sem acidentes? Ou muitos buracos à frente?
Trocando em miúdos:
Tem algo que te bloqueia tanto quanto o semáforo vermelho?
Tem alguma coisa que está sugando de ti aquilo que tens de melhor, como a volta pra casa bem na hora do rush?
Há algo que diminui teu potencial, como congestionamentos, buracos e obras inacabadas?
Você tá cansado, vazio de motivo pra pisar no acelerador?
Ou quem sabe está numa encruzilhada sem placas e não sabe que caminho toma?
Apesar de que eu meio que tenho uma solução (excelente), não creio que "fazer propaganda" seja a proposta do texto ou mesmo do blog. E nessas horas de dúvida, sempre aparece alguma proposta (seja boa ou não), não é? O que te encorajo a fazer é buscar a resposta por si! Não necessariamente dentro de si. Não sabemos de tudo, e vez por outra precisamos recorrer a outra fonte.
Mas ainda deixo umas últimas perguntas: por que você tá vivo e vivendo todas essas suas coisas, que só você sabe? Pra se entregar e desistir e começar de novo e continuar desistindo e recomeçando sem achar um rumo pra escapar das buzinas, da fumaça, do calor e da estagnação? Ou pra recomeçar quando a vida parecer sem saída, mas recomeçar mais forte, mais firme, convicto e feliz, como quem vai a 100 km/h na rodovia federal mais larga e vazia numa manhã de sábado, rumo a melhor quebra de rotina que já deu na vida?
Se responda! E acredite na sua resposta. Isso pode determinar teu ano. Isso pode encher teu tanque. Faça uma revisão de si mesmo. Dizem que o final do ano é a melhor época pra isso, mas discordo, pois pra maioria das pessoas depois da primeira dose a memória vai embora e só volta - defasada - depois da primeira ressaca. Prejudica a injeção eletrônica, digo, os neurônios. Veja os faróis: saiba o que é e creia no que ilumina o teu caminho à frente e protege o companheiro vindo atrás. Esteja atento ao óleo e às correias do motor; quer dizer, reveja tuas convicções, teus conceitos e tua personalidade e seja firme, ou você não vai sair do lugar. Ou pior, pode sair e ocorrer uma catástrofe: o motor explode em hipocrisia, mentira, estupidez, desculpas esfarrapadas, vergonha.
A vida não tem um Waze, pra você poder prever lombadas, pontos de acidentes, bloqueios policiais ou congestionamentos com uma velocidade tão rápida, mas é justamente o princípio do Waze (de que os usuários próximos se informam uns aos outros) que, através dos contatos e das pessoas próximas a nós, nos faz ter ideia de trechos já percorridos por outros. Claro que cada caso é um caso, mas é sempre bom ter pelo menos uma noção. Nada melhor que um conselho amigo, não é? É a voz da experiência! E só com a experiência de tomar as rédeas - ou melhor, o volante - e seguir os rumos, prosseguir pelos caminhos e rever o trajeto feito é que vamos pouco a pouco atingindo nossa melhor forma, nosso ápice.
E se for necessário, vai pegar no tranco mesmo! Quer um empurrãozinho? Aí vai!
Foo Fighters - "Best of You" (de uma maneira que você provavelmente nunca viu!)