A banda gaúcha lançou na semana passada, seu mais novo single que fará parte do próximo álbum. A música se chama "A Maior Aventura" e já conta com mais de 5.000 views no YouTube. Com uma pegada alternativa e inspirada em grandes bandas como Switchfoot, a Tanlan volta com um som mais moderno e letras mais poéticas - que são características da banda. Os fãs já enchem sua timeline - inclusive eu - com a frase "não há mais nada a temer, o amor há de ser, a maior aventura".
As duas guitarras da banda deixam um peso muito interessante ao som que, acompanhado de letras bem maduras, fazem uma combinação quase que perfeita de um rock nacional abrangente. Entre bandas do Crossover ou Novo Movimento no Brasil, a Tanlan é uma das sobreviventes mais ativa nesse segmento. Palavrantiga deu uma grande pausa após a saída de seu vocalista Marcos Almeida, Aeroilis, a pioneira do movimento no Brasil, teve seu último disco lançado em 2010 e a banda Crombie lançou um disco ao vivo ano passado, mas atualmente não se sabe nada deles. "A Maior Aventura surgiu de uma frase que escrevi em meu antigo perfil do face entre 2012 e 2013 e uma música sem letra que o Beto Reinke compôs em 2014. A frase dizia: "Perdoem a minha ousadia, mas acho que descobri o sentido da vida: Dividir um pouco de mim com os outros e multiplicar um pouco dos outros em mim." Desse conceito surgiu a música. Todos os dias nos perguntamos de onde viemos e para onde vamos. A busca por significado é o que costuma nos mover. Com essa música queremos propor uma outra percepção quanto "missão". Viver menos pra nós mesmos e mais para os outros pode ser uma maneira mais rica para se levar a vida e um caminho onde não faltarão aventuras para se viver." comenta o vocalista Fábio Sampaio. Sobre os novos planos da banda, Fábio acrescenta: "Muita coisa aconteceu com a banda nos últimos anos. Depois de um período relativamente turbulento, nosso guitarrista e membro fundador (Beto reinke) voltou à banda nos trazendo a um estado homeostático incrível. E isso tem se refletido nas músicas e letras que temos preparado para esse novo disco. Ele ainda não tem um nome oficial, mas temos chamado de Homeostase. Ainda lançaremos mais dois singles esse ano e só depois começaremos a gravar o disco. Portanto, fiquem ligados que ainda tem muita novidade da Tanlan pra acontecer."
Em 2007, a jovem Colbie Caillat lançava seu álbum de estreia chamado "Coco". O título do álbum é referência de como os pais a chamavam quando era criança. [1] E não preciso nem ir longe pra dizer o quanto esse disco é bom, basta só lembrar que ele alcançou o Top5 da Billboard 200. Pesquisando resenhas desse álbum, só encontrei uma pincelada extremamente básica da colunista Lizandra Pronindo portalTerritório da Música. Este álbum não é totalmente pop (não em termo de gênero a qual incluímos Beyoncé, Lady Gaga, Miley Cyrus e Katty Perry) mas bebe de vários outros gêneros musicais como o próprio reggae e folk. Todas as faixas do disco são assinadas pela Colbie e Jason Reeves, exceto em "One Fine Wire", "Feelings Show", "Realize"e "Battle"que teve a colaboração de Blue. Allmusic disse que "ela canta sobre coisas simples e cotidianas de forma despretensiosa, deixando suas melodias de uma menina que se deixa levar pelo dia." [2] No Brasil ele ocupou a posição 17ª posição na Hot100Brasil. Agora, comentando cada faixa, vamos lá:
"Oxygen" abre o disco trazendo uma áurea romântica versando uma pegada leve. A letra fala de uma paixão da cantora por um garoto que mudaria a vida dela (pra melhor) caso ela a amasse. "The Little Things" continua a levada de calmaria do disco. Com uma espécie de folk mesclado ao pop, essa é uma das melhores faixas do disco. O diferencial da Colbie é o uso constante e, cá entre nós bom uso, dos violões. "One Fine Wire" foge da temática romântica e fala de uma forma que só a Colbie sabe expressar da vida. "And I'm juggling all the thoughts in my head / I'm juggling and my fears on fire but i'm listening as it evolves in my head" é o trecho da música que mais me identifico. Ela diz que está fazendo malabarismo com seus pensamentos e medos e isso me levou a refletir sobre a forma em que lidamos com as coisas ruins que nos cercam. "Bubbly" começa com um dedilhadozinho muito legal de violão. Se você gosta de músicas calmas e bem interpretadas do tipo "fazem chorar" , essa é a música perfeita. Ela não é do tipo bad, ela é do tipo reflexivo. O que mais me encanta na Colbie é a habilidade dela de ser romântica sem ser clichê, de falar da vida sem soar piegas e de cantar bem sem precisar se esgoelar. Ela é simples e coisas simples me encantam! <3
"Feelings Show" vem em seguida trazendo uma guitarra básica e aqui a cantora tem a oportunidade de dizer "Love is Crazy" (o amor é louco). E isso me lembra um pouco do "Louco Amor" da banda Tanlan. A faixa lembra algumas canções do Jason Mraz que é uma referência pra cantora e que mais tarde viria a fazer um feat no álbum da mesma. "Midnight Bottle" é a queridinha do público e aquela que "todo mundo conhece mas não sabe quem canta". É uma canção pop e doce. Indiscutivelmente não tem como não ser a queridinha do público. "Realize" adoça o álbum deixando-o mais romântico. A Colbie Caillat tem um lado platônico muito parecido com o meu (ou vice-versa) e deve ser por isso que sou fã dela: ela não é nem otimista e nem pessimista, é realista. "Battle" segue mais ou menos a pegada da faixa anterior. "Tailor Made" resgata o som do início do disco com uma pegada amena e por mais que muitos achem esse trabalho linear, eu sinceramente não acho. Confesso que ele é temático musicalmente mas não linear ao ponto das faixas serem quase que iguais. "Magic" é uma canção suave e na letra também: fala de um cara que deixa a Colbie doidinha de amor <3 hehehe. "Tied Down" traz um reggae simpático do jeito "Colbie Caillat". "Capri" encerra o disco sendo uma das faixas mais profundas desse trabalho. A letra fala de uma mãe (que pode ou não ser a própria cantora - não sei) que espera uma linda bebê chamada Capri. Eu sou fã da Colbie indiscutivelmente, mas acho que esse álbum é apenas uma pequena amostra do que a cantora de fato é. Resumindo, digo que este álbum, talvez por ser o primeiro, é uma introdução do "Breakthrough", disco posterior. Mas sobre ele eu falo em breve! Valeu!
Nota:8
[1]http://www.fnac.pt/Colbie-Caillat-Coco-CD-Album/a27196 [2] Erlewine, Stephen Thomas (2007). AllMusic.com. Retrieved September 28, 2007.
A Banda gaúcha de rock alternativo, Tanlan, lançou nessa quinta-feira (27) em seu canal do youtube da Vevo, seu mais novo single chamado "A Maior Aventura". A mesma é o primeiro single divulgado do próximo álbum que será lançado em breve. O último trabalho da banda havia sido o disco "Um Dia a Mais" e que consideravelmente deixou a banda conhecida no cenário nacional. O contrato com a Sony Music também colaborou para a repercussão do trabalho da banda. O novo single tem referências sonoras bem presente de bandas gringas como Switchfoot e Arctick Monkeys. Em sua letra, é cantada que "o amor há de ser a maior aventura". A banda disse em sua página no facebook que em breve o single estará disponível para download nas principais plataformas digitais.
Reinos, Filos, Classes, Ordens, Famílias, Gêneros, Espécies. Um amontoado de células em divisão. Um conjunto de átomos que sabe lá Deus como interagem entre si. Como sabemos se algo existe? Seria afirmando se pode pegar nessa coisa? Tanta gente crê que coisas que não vemos existem. Mas, mais do que definir se isso ou aquilo existe, como definir existência? Seria isso uma pessoa? Um ser? Uma energia? Ou, ao menos, faz sentido pensar em tentar definir o que seria existência?
Não, não faz. A existência, em si, não faz sentido. E vou explicar-lhes o que penso a respeito.
"Ora, a existência é uma plataforma. É um sistema operacional. É um chão."
Responda para você mesmo.
Pra que serve a plataforma do trem, se não para que as pessoas passem por ela entrando e saindo do trem e da estação? Ela é muito importante, porém ela em si não é finalidade, certo? O que conta é que o trem tem um destino, e um grupo de gente vai nele e cada um traça seu caminho -- e sobre caminho e objetivo final a gente conversou semana passada. (se não leu, vale a pena dar uma lidinha depois).
Ou pra que servem os sistemas operacionais (tipo Windows, Linux, iOS, Android, etc), se não para rodarmos aplicações em cima deles? Ora, eles são a base para cada usuário traçar seu rumo computacional, instalando os softwares e realizando as configurações e personalizações desejados, para deixar tudo com a cara do usuário, não é? Agora olha só: personalização. Cada um tem sua personalidade. Cada um tem suas ideias, seus gostos, suas preferências. Um S.O. pode ficar a cara do seu usuário, desde que bem configurado. Mas um S.O. é apenas um amontoado de códigos, uma máquina, uma coisa automatizada e fria. Ele só fica personalizado se houverem rastros de uma personalidade -- que veio de um usuário -- impregnados nele!
Pra que serve o chão que você pisa? Serve para algo se não tiver nada sobre ele? Seria apenas um deserto. Ok, ok, cientificamente, desertos tem sua contribuição para o mundo em diversos âmbitos, mas para eu e você, que amamos olhar para nosso umbigo, um deserto não serve para muita coisa. Um chão vazio também não.
E pra que serve aquela folha de papel em branco que você contemplou outro dia querendo fazer algo, mas não soube exatamente o quê? Podes pegar lápis, caneta, carvão, tintas e pincéis, ou mesmo apenas dobrá-lo. Mas o papel sozinho é apenas um papel. Restos de celulose.
E o que o título tem a ver com essas metáforas? Ora, a existência é uma plataforma. É um sistema operacional. É um chão. É um papel em branco. Ela é a base pra que tudo exista (dãã, não me diga). Sem a Existência (com E maiúsculo porque aqui trato de uma Entidade, talvez como um ser, uma pessoa) não existiria nada do que vemos existir hoje. Então com o passar dos milhões e milhões de anos, as criaturas foram nascendo, crescendo, se multiplicando.
(Olha só uma coisa, perceba a criatividade de quem/o que você acha que foi a fonte de tudo o que vemos nesse planeta: não poderíamos ser criaturas simples nos alimentando de, sei lá, uma massa cinzenta que garantiria o mínimo de sobrevivência à nossa espécie? Bem, poderia haver essa possibilidade, sim. Mas o que nós temos? Temos uma explosão de cores, tamanhos, formas geométricas, organizações no espaço, organelas celulares, equações matemáticas, personalidades, nomes e apelidos e habilidades e características...)
Pergunto novamente: o que o título tem a ver com isso? Respondo com mais uma metáfora.
Sabe quando um garotinho pega um carrinho e joga ele de um lado a outro da sala no chão? Bem, é só um carrinho, dizemos nós, adultos chatos e carrancudos. Mas pro garoto, o chão é uma grande pista de corrida. O carro é a melhor máquina da cidade, com o ronco mais alto, a maior potência, e dentro do carrinho tem o melhor motorista -- que por sinal é o próprio garoto. Ou sabe quando uma garotinha tem umas duas ou três bonecas com cabelo desarrumado, uma casinha de boneca com portas e janelas faltando (provavelmente seu irmãozinho fez o favor de perdê-las) e aí ela começa a imaginar um extenso diálogo e ações e passeios -- e compras -- pras bonecas? Olha que bonitinho, ela tá inventando historinha, dizemos nós, adultos enfadonhos e enfadantes. Mas pra garotinha, a casinha é uma mansão em Bervely Hills, as bonecas são melhores amigas que fazem tudo juntas (e por sinal uma delas é a própria garotinha) e o visual delas está sempre arrumado. Cabelo, roupas, perfume, maquiagem, tudo intocável.
Ah... plataformas são apenas passagens. Sistemas operacionais sozinhos apenas desperdiçam energia. Chãos... são chãos. Casinhas de bonecas só são pedaços de plástico. Folhas de papel em branco apenas apontam para uma interrogação na mente. Sozinhos, eles não são nada.
Lenine apontou o caminho das pedras, um outro dia. Cunhou uma grande frase: "a vida é tão rara". É sim, meu caro. Existir é muito fácil. Viver é pra poucos.
Então concluo: a existência não faz sentido em si, sabe por quê? Porque ela é apenas uma base pra indivíduos, como eu e você, desfrutarmos dela! Entenda que a existência não é inútil. Apenas que ela, sozinha, não adianta. Afinal, o fôlego que foi soprado em nossas narinas e a renovação que temos a cada manhã, ao acordar e perceber que ainda existimos, é o que faz a máquina biológica de cada um de nós continuar funcionando e gerar vida. A existência só tem sentido quando você dá sentido a ela. A existência só se torna vida quando você faz dela vida. Só quando você traça objetivos, faz planejamentos, projeta o futuro, brinca com o passado e aproveita o presente. É quando você se entrega a uma causa e vive em função dela. A começar justamente com o exemplo desse Criador de todas as coisas, que foi altamente criativo e deixou rastros de sua personalidade inteligente, sábia, criativa e detalhista por toda parte! Ele tomou a existência, jogou toda sua experiência através dela, e saiu a vida. E que vida!
Eu não queria apelar pra vaidade do caro leitor, mas pense: quais são os indivíduos que são lembrados (positivamente) através das gerações? São aqueles que apenas deixaram sua existência passar diante de seu nariz? Ou foram os que tomaram as rédeas e realmente viveram e deixaram viver, que fizeram valer toda a capacidade do ser humano de ser incrível?
Quando você toma a plataforma e faz dela o caminho pra ter o melhor dia da sua vida.
Quando você instala o software que vai resolver o seu maior problema atual.
Quando você põe uma mesa aqui, uns vasos de flores ali, móveis alinhados e agora o chão não é só um vazio, mas embeleza a casa.
Quando o pedaço de papel vira um avião que voa longe, longe... ou quando vira um mar azul, um céu nublado, uma bonita árvore, um castelo forte, ou uma crônica ou poesia que encanta.
Existência + Experiência = Vida.
Pergunte pras crianças. Elas sabem.
E você aí, com uma mão apoiada no queixo e a outra sobre o mouse?
Lilian é vocalista da banda curitibana Simonami. Com um belo senso de humor e irreverente, Lilian nos cedeu uma entrevista e falou um pouco da vida pessoal e artística!
D&CB:Conhecendo
midiamente seu caráter, é notório sua simplicidade e gênio
extrovertido. O que te faz transbordar de alegria além da música?
Lilian Soares: Ah,
meu marido discordaria veementemente de você na parte da simplicidade
(ele diz que eu sou complicada demais hahaha), mas brincadeiras à parte,
o que provoca alegria em mim acredito que seja a vida, o estilo de vida
que escolhi e as implicações que isso tem trazido pra mim e pra minha
família, que me ensinou a viver assim. Quando iniciou o seu amor pela música? Houve grandes influências ou foi espontâneo?
Não
sei se eu tive muita escolha. Meus pais são dois canarinhos. Não param
de cantar desde quando eu estava fazendo volume na barriga da minha mãe!
As maiores influências, ainda pequenininha, foram meu pai e minha tia,
os que mais cantavam para mim e comigo. Mais tarde fui procurando meus
referenciais, minhas musas.
Recentemente, a convite do Marcos Almeida, ex-vocalista do
Palavrantiga, você participou do Nossa Brasilidade, também ao lado da
cantora Lorena Chaves. Vocês tem uma relação amigável fora dos palcos?
Se sim, como começou essa amizade?
Acredito
que nós nos gostamos e nos admiramos de longe... É uma relação
diferente da que eu tenho com a Uyara Torrente, por exemplo, a quem eu
chamo de amiga e pra quem eu ligo quando as coisas não estão tão bem.
Mas é um outro tipo de carinho, de cuidado com a vida do outro. Já
entrei em muito conflito em facebook pra defender a Lorena e/ou o Marcos
(tenho 'sangue quente'). Acho que estou mais pra fã/líder do fã-clube
do que pra confidente. (risos)
"Bandas pequenas como a gente acabam tendo que escolher no que querem botar mais força e agora a gente quer mesmo é tocar."
Suas
composições são sempre profundas, e a sincronização e impasse vocal
entre você e a Lay, é impecável. O que te inspira na hora de escrever? E
qual a sensação de ver um sentimento virar música?
Talvez
elas soem profundas porque eu tenho o maravilhoso hábito de correr para os
cadernos sempre que eu não consigo lidar bem com alguma tragédia. Acho
que daí é que vem a dificuldade tremenda que tenho em cantar as músicas
que escrevi. Sempre que acontece eu não curto muito. Porque dentro delas
estão guardadas todas as minhas experiências ruins. Mas o processo é
importante, porque chega um dia em que ela vira só uma lembrança boba,
uma experiência lá longe, de tanto cantar.
Formada
em abril de 2010, é considerável que o Simonami ainda é muito nova, mas
que, indiscutivelmente, tem uma gigante qualidade musical e letrista.
Como você vê a banda hoje no cenário underground? E o que almejam para os
próximos quatro anos?
Ah,
acho que dá pra gente ficar mais "punk". Enxergo a Simonami como mais uma
banda fruto do fenômeno da internet. Todo mundo tem acesso, todo mundo
pode ter banda, todo mundo pode alcançar todo mundo. A gente quer
crescer. Tocar mais, compor mais, gravar mais, poder fazer da música
autoral nosso ganha pão. Não tem sido moleza, mas tem valido a pena
demais!
Em
entrevista ao "Minha Vida Cristã" a banda citou boas referências, mas
quais são - de fato - as principais referências musicais na banda? Há um
coletivo ou cada um ouve coisas diferentes? Cada
um ouve coisas diferentes mas dá pra citar algumas coisas que a banda
toda curte: Adoniran Barbosa, Cartola, Originais do Samba, Peter
Broderick, Tegan and Sara, Siba, Cidadão Instigado são alguns. Existem
alguns rumores de que o Simonami faça parte do Movimento Crossover, o
mesmo que artistas como Tanlan, Palavrantiga, Lorena Chaves e Crombie
integram. Isso de fato é verdade ou não há conhecimento musical disso?
Você é cristã de alguma igreja específica? Cara,
eu não sei. Tem tanta coisa, tanto nome, tanto rótulo que enfiam na
gente que eu nem consigo acompanhar mais. Acredito que na história a
gente dificilmente consegue dar nome aos movimentos e enxergar o que
eles contém assim, no ato. Alguns anos precisam passar pra gente
inventar os títulos, mas fazer parte de algum grupo com esse pessoal que
você citou deve ser coisa boa (gostamos demais dessa turma!). Eu sou
cristã desviada de igreja faz um tempo. Eu e Jean decidimos esses tempos
que vamos integrar um grupo bacana e peculiar e pequeno de cristãos que
se reunem aqui perto de casa. Mais perto de igreja que eu tenho
chegado.
Banda Simonami
Além do EP e o disco "Então Morramos", vocês também disponibilizam
algumas novas canções no SoundCloud. Essas canções seriam frutos para um
novo disco? Há expectativas de quando sairá o próximo CD? O
problema de uma banda com cinco compositores é que música é mato! Acho
que vai ter briga pra ver o que vai entrar no próximo disco (risos), Estamos
trabalhando para que o 'EntãoMorramos' alcance ainda mais criaturas
ouvintes e corações pululantes em 2015 pra no fim do próximo ano a gente
começar a pensar nesse novo álbum. Para
matar a curiosidade da maioria dos admiradores do Simonami e,
especificamente os que amam sua voz, diga o que você costuma ouvir no
dia-a-dia. Eu
to apaixonada por uma guria inglesa, a Laura Mvula e por uma porrada de
cariocas: banda Biltre, Baleia, Mahmundi... Não páro de escutar! Como você vê o cenário musical no Brasil atualmente? A internet contribui ou atrapalha para a indústria musical?
Acho
que a internet democratiza. O que atrapalha é a gente não saber lidar
com a ferramenta. A internet pode apontar pra um futuro sem
artistas-semi-deuses-arrogantes e com todo mundo autorizado a produzir
arte. Aí cada um vai decidir o que quer consumir. Não fosse essa
ferramenta eu teria sido privada de tanta coisa! Há tempos atrás a gente
tinha que enfiar dólares em envelopes pro exterior na esperança da
banda underground que a gente curte lá do outro lado do planeta
recebesse e enviasse um cd de volta, pra poder acessar o que é produzido
distante. E aqui no Brasil, pra tocar em rádio, só com jaba. Hoje uma
banda chulé cheio de faveladinho e pobretão desempregado e sem formação
igual a gente toca em tudo quanto é canto mesmo sem ter o famoso Q.I.
(quem indica). O atrapalho está mais na pobreza de repertorio de vida mesmo pra ter poder de escolha do que na própria internet, acredito eu. Neste
novo disco intitulado "Então Morramos" é visível a abordagem de
assuntos mórbidos, tais como suicídio, dores internas e decepções. O que
instigou a banda a "gritar" alto esse tema? Tem um real motivo?
Tanto
neste quanto no primeiro álbum a gente se juntou pra compor ou juntou
composições que já existiam sob o pretexto de cantar coisas que as
pessoas evitam - envelhecimento, solidão, morte, depressão, dor. A gente
tava sendo bombardeado por uma cena que só sabia cantar chifre,
decepção amorosa, como ser crente é ser feliz e sobre como a vida é boa.
A gente quis apontar em outra direção e dizer que sim, a vida é
maravilhosa, mas por causa da complexidade desses dilemas e da
profundidade das dores e dissabores que a gente pode experienciar em
detrimento dos momentos alientantes de alegria extrema a troco de nada.
"Sin
Premura" e "Janela" foram canções do "Então Morramos" que ganharam
clipe. Pretendem gravar mais clipes das músicas deste álbum? Vocês
pretendem gravar um DVD?
A
gente está preparando um último videoclipe pra esse ano com a ajuda de
um cara que nos ama e a quem nós amamos muito, o Arnaldo Belotto, que
concebeu e promoveu todos os vídeos mais charmosos que a gente tem na
internet. Essas coisas custam muito tempo que a gente custa pra arrumar,
um dinheiro que a gente não tem e um esforço enorme pra acontecer.
Bandas pequenas como a gente acabam tendo que escolher no que querem
botar mais força e agora a gente quer mesmo é tocar. Visitar cidades,
viajar, conhecer pessoas e tocar pra elas. Num futuro um DVD seria
bacana demaaais, mas por hora, a gente quer é bater perna mesmo e
providenciar que o maior número de pessoas viva a experiência de um show
ao vivo da Simonami em tempo real.
Suas considerações ao blog e desde já, meu agradecimento á você por essa conversa!
Cara,
acho que foi a entrevista mais elaborada e pesquisadinha que eu já
respondi! Obrigada por isso! Tomara que eu tenha caprichado o suficiente
nas respostas e que todas as curiosidades tenham sido resolvidas, ou
não, né? porque instigar as questões sempre foi o nosso forte aqui em
casa!