Mostrando postagens com marcador Top 10. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Top 10. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

10 Melhores álbuns internacionais que comemoram uma década neste ano (2015)

Dando continuidade a nossa série de Top10 de melhores álbuns lançados em 2005, hoje, trazemos a lista dos 10 internacionais que consideramos os melhores. Como sempre, foi uma tarefa difícil e té houve discussões extensas, mas acreditamos que conseguimos listar os 10 mais relevantes. Continuamos contando com o apoio mais do que especial do nosso amigo Tiago Abreu. Segue a lista e o comentário da nossa equipe!

10º Lugar: Thrill Seeker - August Burns Red

Tiago Abreu: Não gosto de metalcore. Mas, do que conheço sobre o disco, é bem razoável.

Phil Santos: August Burns Red traz uma definição de metalcore que raramente se vê. Killswitch Engage? Bullet For My Valentine? As I Lay Dying? ABR é diferente. Ok, as características básicas de metalcore: vocal gutural/scream junto com líricos, guitarras pesadas e rápidas com riffs de afinação baixa bem distorcidos, baixos idem, baterias abusando de pedal duplo, e breakdown pra todo lado. Toda banda de metalcore tem isso e às vezes cansa. O que faria o August Burns Red diferente? Não há esqueminhas clichês de estrofes+refrões. Não há vocais líricos. Tem solos bem feitos, que eu não consigo tocar (se eu conseguisse, quer dizer que o solo é muito fácil, rs). Às vezes você bate cabeça e perde o tempo, tá batendo fora do ritmo. Oi? Quê? É isso mesmo, eles têm uma tendência de metal progressivo e mathcore (batidas "fora de tempo") junto do metalcore. Ah, na boa? Escuta e vai bater cabeça, bater pé, fazer air guitar, etc e tal. O álbum é legal demais pra ficar confabulando. tinham lançado dois EPs antes) e depois da turnê o vocalista e o baixista foram embora. Os membros novos deram um gás (que dura até hoje) na banda. Mas mesmo o Thrill Seeker é uma obra bem feita, pode conferir sem medo de achar que o capeta vai aparecer entre um gutural e outro.
Como todo core, é um som pesado, direto, seco, gritado na sua orelha como um pedido de urgência, talvez porque as letras tenham temática cristã, mas independente disso são bem contundentes. E tem esses diferenciais que eu citei, mas que você só vai entender se ouvir, na boa. Dito isso, esse é apenas o primeiro full album deles (

Jhonata Fernandes: Antes de começar, quero dizer que acho toda essa list muito injusta, por mais que tenha ajudado a formá-la. Mas, isso não vem ao caso. Acredito que o único motivo pela qual o Thrill Seeker está na última colocação de uma lista de melhores do ano é que, este foi o primeiro álbum completo da banda. Haviam lançado o Looks Fragile After All EP em 2003 e o August Burns Red EP em 2004 com outro vocalista, mas este, foi o primeiro completo e oficial. Eu não tenho mais muita coisa para acrescentar porque o meu colega Phil já disse tudo. Portanto, acho importante enfatizar duas coisas importantes sobre este disco: 1) ele é simples e 2) por mais que você duvide, ele é simples.

9º Lugar: Devils & Dust  - Bruce Springsteen

Tiago Abreu: Bruce é daqueles músicos que sempre, ao lançarem um disco, estarão dentre os destaques de um ano. Com Devils & Dust não é nada diferente. Conhecido por fazer muito com menos, o disco contém várias narrativas interligadas de forma muito tênue. Bruce já é conhecido por fazer obras neste molde, como Nebraska (1982). Assim como o registro supracitado, Devils & Dust consegue trazer o frescor das composições de Springsteen e se firmar dentre os melhores discos do ano.

Phil Santos: Esse álbum é legal. Deu pra dormir com ele. Explico: o ouvi pela primeira vez num dia estressado. A sonoridade acústica e introspectiva me acalmou. Me lembra um caminhoneiro seguindo viagem ao cair da tarde, a estrada vazia. Esse álbum não conta com a participação da querida E Street Band, e a maioria das composições é bem antiga, algumas datam até de 10 anos atrás. Vovô Bruce revirou as memórias, juntou velhos temas, fez outros novos, deu uma polida e empacotou nesse álbum. Belo álbum, que teve 5 indicações ao Grammy, vencendo como Melhor Performance Vocal de Artista Solo de Rock, com a faixa-título do álbum.


8º Lugar: Try! - John Mayer Trio 

Tiago Abreu: John Mayer definitivamente não está dentre as coisas que eu costumo ouvir, mas o álbum Try! tem alguns arranjos interessantes. Logo na faixa-título, você já é introduzido numa guitarra bem grooveada e linhas de baixo de destaque. O grande ponto negativo são os vocais, mas convenhamos: a cozinha é impecável.

Phil Santos:  Aí mora o perigo. John Mayer ainda hoje tem o estigma de ser cantor romântico. Culpa dos Grammys dele que são de Your Body Is a Wonderland e de Daughters. As mulheres gritam quando ele faz algum solo de guitarra, e olhe que esse ou qualquer solo é bem bom, vindo das mãos de um filho do blues e rock (Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Albert King...), só que geralmente com uma pegada pop. O Try! precedeu o álbum que hoje é o queridinho da galera, o Continuum
(2006), porém hoje falamos de 2005 e o John Mayer Trio (JM3) é um projeto paralelo do John junto com ~Faustão mode on~ as feras Pino Palladino e Steve Jordan. John tem uma banda grande pra tocar seu projeto solo, porém o trio é uma experimentação, é a essência jovial, energética e empolgada do rock junto da classe e técnica do soul e blues, tanto que o JM3 toca covers de Hendrix e SRV, além de composições próprias do trio e versões (muito boas, por sinal) de músicas do próprio John. Mas aqui não tem pegada pop! Esse álbum é ao vivo, sem truques de estúdio, o que evidencia o talento dos músicos tanto em improvisos quando na timbragem dos instrumentos. Eu poderia passar horas falando, mas sou fã do trabalho do Mayer, então é melhor eu ficar quieto antes que comece a fazer divagações sobre a carreira e vida dele aqui.

Estevão Rockfeller: Malandro, quando falo que gosto de John Mayer sofro bullying por ele ser conhecido por fazer som de 'menininha'. Mas aí eu mostro esse álbum e todos se calam! Meu preferido dele, blues, solo, guitarra fritando. Recomendado a quem não conhece esse lado do John Mayer.

7º Lugar: Aerial - Kate Bush

Tiago Abreu: Antes disso, desencane de qualquer citação das chamadas “divas” do eletropop nesta lista de melhores. Continuando: música pop nunca me foi interessante, justamente por causa da maioria de seus ouvintes. Os artistas no mainstream deste gênero das últimas décadas também não ajudam. E é nas exceções que temos a veterana Kate Bush. “Descoberta” por David Gilmour no fim dos anos 70, Kate faz um pop muito bem produzido, arranjos bem construídos, com conteúdo! Sua participação nos melhores de 2005 é perfeitamente justificada com Aerial, disco que marca o retorno de Kate após doze anos sem um registro de inéditas. A obra, com poucas faixas, possui uma sonoridade densa, com bom uso de sintetizadores, piano e letras nem um pouco acessíveis. O disco é duplo, e em uma de suas partes, é completamente conceitual. Aqui vemos tudo o que se espera de Bush: emoção, profundidade, além de versos românticos, e ao mesmo tempo relativo ao cosmos. Desta forma, Aerial mergulha no melhor que Kate pode oferecer, ignorando toda a efemeridade e modismos do pop feito naquela época.

Phil Santos: Confesso que não captei a essência de Kate. Na real, eu nem a conhecia antes dessa lista. É pop, mas não tem nada a ver com o que a gente chama hoje de pop. É algo muito mais profundo, poético, humano (apesar de etéreo). No meio de uma lista com tanto rock (que ainda era o mainstream da época) esse álbum quebra a sequência de distorções. Aliás ela não é nem um pouco mainstream, o que me deixa feliz porque não se precisou depender de mídia pra ver como ela é incrivelmente talentosa. E eu acho que poderia ir mais além nas minhas definições se eu tivesse escutado mais, ou se minhas últimas audições fossem assim mais complexas.


6º Lugar: Nothing Is Sound - Switchfoot

Tiago Abreu: Ah, Switchfoot numa lista de melhores de 2005 é um exagero abismal. Sim, Nothing Is Sound é um disco razoável, mas não passa disso. Nem está dentre os melhores do próprio Switchfoot. A banda é, claramente, esforçada e boa. Mas nada que justifique sua presença aqui.

Phil Santos: Eu ainda tô tentando entender o que Switchfoot está fazendo nessa lista. Ô Abreu! Acho que a gente descartou algum álbum que não deveria ter saído da lista e esquecemos esse aqui dentro de casa! ~ lê correndo atrás do caminhão de lixo ~

Jhonata Fernandes: Sou um grande fã do Switchfoot.  Fã daqueles que passa o dia ouvindo os caras
e que pira toda vez que ouve. Discordo dos meus amigos que esse álbum não merecia estar aqui. Ele merecia e merece (até) estar mais acima. E não digo isso (só) porque sou fã, mas porque reconheço (eu e uma paulada de gente, basta 'cê' sair um pouco da websfera brasileira e procurar entender como um disco que já saiu sendo o número três no Top200 da  Billboard, recebeu disco de ouro tendo mais de 500.000 cópias vendidas e ficou em 1º lugar no Top Christian Albums pode ser ruim. Pelo amor né!?) a qualidade do disco. (bom, já disse tudo no último parentese)

5º Lugar: In Your Honor - Foo Fighters

Tiago Abreu: O Foo Fighters não possui nenhum álbum que seja realmente um clássico. Talvez, Wasting Light (2011) pode ser considerada sua obra prima. Mas, lá nos idos de 2000, a banda vinha de um bom momento, crescendo sua popularidade e tentando se estabelecer mais e mais. Em contrapartida, o disco que produziram em 2001, regravado e lançado em 2002, One by One, transmite uma séria crise de criatividade. Ao ouvir as composições, você nota que eles estão evidentemente cansados e entediados. A pausa do grupo fez bem, e em 2005, chegaram com um disco novamente enérgico. In Your Honor pode ser considerado, tranquilamente, como um dos três melhores trabalhos de sua curta discografia. A faixa-título, e seus riffs marcantes, dão início a um disco bastante consistente e que prende o ouvinte. Também é um pouco ousado pelo fato de ser duplo, comemorando dez anos de Foo Fighters.

Phil Santos: Foo Fighters é a banda mais sortuda do mundo. Se eles chegassem agora na mídia mundial e dissessem pros fãs "galera, vamos tirar umas férias de um ano, daqui a 365 dias a gente volta pra fazer um som pra vocês" todo mundo aceitava na boa, e aliás ia estourar cover deles pra todo lado. Dave Grohl parece ser outro que transforma em ouro tudo o que toca (se você já leu a biografia dele vai entender), mas é bom lembrar das tensões que rodearam o One by One (2002) e o fizeram ser um álbum cansado, com umas 4 músicas boas e o resto bem ruim. A banda quase acaba no meio do turbilhão de coisas! Mas deram um tempo e voltaram pro estúdio. Dave não quis fazer simplesmente um álbum de rock, queria algo especial, afinal era o 5º álbum e eram 10 anos de banda. Escreveram 40 músicas (15 acústicas) e as 20 melhores foram pro álbum duplo, metade elétrico e metade acústico. Se o One by One era direto, na cara, porradeiro e estressado, o In Your Honor foi variado, polido, colaborativo (os caras construíram e equiparam o estúdio novo de Dave juntos, melhorando a atmosfera da banda), com um timbre mais claro e composições mais complexas musicalmente. Os caras sabem o que fazem. Ficou um álbum bem bom, e de lá saiu o que é uma das canções mais aclamadas deles: Best Of You.

Estevão Rockfeller: Parece que eles tem uma fórmula para fazer boas músicas, não tem uma música ruim nesse álbum, um dos meus preferidos dele.

4º Lugar: Mezmerize - System of a Down

Tiago Abreu: Acho que o grande mérito do System of a Down, de fato, seja relembrar, dentro do mainstream, que o rock (e especialmente o metal) não precisa (e não deve, muitas das vezes) ser politicamente correto. Muitas guitarras, peso e velocidade definem este disco que é estupidamente forte e autodepreciativo. O restante, certamente meus colegas vão falar.

Phil Santos:  É meio complicado falar de um álbum duplo que não é duplo. Mezmerize e Hypnotize são um álbum duplo que foram lançados em datas diferentes, porém ambos em 2005. Um completa o outro, até no desenho da capa. O Mezmerize é o primeiro registro desses dois, o que possui a maioria das canções conhecidas do público "leigo", como BYOB, Question, Lost In Hollywood e Radio/Video. Os caras da banda são compositores compulsivos, não são uma banda política (na verdade tratam de política, guerras, drogas, sexo, mulheres, e "dorgas": Kill Rock 'n Roll é um exemplo, é sobre um coelho atropelado pelo guitarrista) e são do mainstream sem produzir material estereotipado como mainstream, mas por fazer algo que ninguém faz: como rotular a banda? Metal alternativo? Hard Rock? Heavy Rock? Não acho que se encaixem em alguma estética. Apenas fazem um rock n' roll do bom, único, pesado e inovador. Na boa: deixemos os rótulos pra colar em garrafas! Quando lançaram o Mezmerize, o frissom causado por BYOB foi imediato. Jovem Pan e tocavam-na diariamente. O mesmo com Question. Na MTV nem se fala. O quê desse álbum é a mudança da sonoridade que já vinha igual em 3 álbuns e tava enchendo o saco, mesmo com toda a criatividade louca do Steal This Album! (álbum pós-Toxicity, o queridinho de todos, e o STA foi meio que uma entressafra). A bateria veio mais agressiva (porém ainda criativa), a guitarra mudou de Ibanez pra Gibson SG e ganhou uma afinação diferente (acredite em mim, isso muda muita coisa), Daron cantou bem mais, e o CD foi mixado mais redondinho, menos áspero, talvez daí saiu mais comercial e aparentemente "menos legal" que os anteriores. Rick Rubin assinou a produção deles, como de costume desde 1998. Premiações e menções em listas (como essa Emoticon grin) são apenas a cereja do bolo.
Transamérica

Estevão Rockfeller: Acredito que um álbum muito abaixo dos dois primeiros trabalhos do SOAD. Porém vendeu, é o que 'importa'.

Jhonata Fernandes: Sou tão poser de System of a Down que, ao invés de pôr o meu nome, eu deveria ter colocado em CapsLock O CARA QUE NÃO ENTENDE NADA DA BANDA. Mas eu entendo de música e música é o que esse álbum tem pra oferecer. B.Y.O.B (poser de SOAD que se preze tem que citar B.Y.O.B) foi a primeira música dos caras que eu ouvi e, de cara achei aquilo esquisitão e maneiro! (do jeito que o rock deve ser) Revenga e  Radio/Video abrem alas para um bom disco como este.

3º Lugar: Lullabies To Paralyze - Queens of the Stone Age

Tiago Abreu: Queens of the Stone Age é uma das poucas coisas, dos últimos anos, que é praticamente uma unanimidade. A banda, que estourou com o grande Rated R e veio com a parceria de Dave Ghrol em Songs for the Deaf, agora tinha um futuro incerto: a dupla original, cujas composições eram escritas, se desfez. Josh Homme demitiu Nick Oliveri. Mas, se você pensa que Lullabies To Paralyze é um disco desfalcado, se engana. A obra prova, de uma vez por todas, que Josh sempre foi o cérebro e a alma do QOTSA. O stoner rock bem tocado do grupo varia-se em composições curtas, sombrias, misturados a outras faixas longas e soberbas, em que Homme entrega todas as suas pretensões, fundindo uma sonoridade atípica e quente com interpretações viscerais e letras fantasmagóricas. Sim, isso continua sendo QOTSA, porque Queens é um homem só, apoiado por vários músicos.

Phil Santos: Josh Homme é o cara do rock. Um mito. Um gênio. Uma lenda. Tudo o que ele toca vira ouro. Tudo o que ele toca vira hit. E nós gostamos disso e pulamos bastante e cantamos bem alto, com toda certeza. (Só isso!)

Estevão Rockfeller: Diferente, épico, agradável, estranho, doido. Bela obra de arte, gênios do Rock!

2º Lugar: Get Behind Me Satan - The White Stripes

Tiago Abreu: Quando você vê uma dupla como Jack e Meg White fazendo uma música imprevisível em pleno século XXI – desculpem-me, sou daqueles rabugentos que sempre dá valor maior ao que é mais antigo – é de se admirar. O duo, que vem dos EUA, mas não faz música farofa, precisava dar sequência ao tão elogiado, aclamado e unânime Elephant, cuja tarefa não era nada fácil. Get Behind Me Satan segura a peteca com proficiência, com maior variedade de instrumentos. Vale destacar a capacidade da banda em desconstruir qualquer expectativa que você tem a respeito deles. Os vocais de Jack, em muitas das vezes, me lembram Robert Plant nos últimos discos do Led, e a faixa que encerra o disco, “I'm Lonely (But I Ain't That Lonely Yet)”, tem uma intro que me lembra, vagamente, “Changes”, do Black Sabbath.

Phil Santos: Será que falar bem de White Stripes é chover no molhado? Olhe só, eu sou basshead (o tipo de cara que AMA som de baixo e sons graves), mas na boa, White Stripes tem licença poética pra fazer o que faz sem precisar de baixista. Jack é incrível e Meg é uma "seguradora de onda" muito boa, se é que esse termo existe. Ficou ainda mais latente pra mim o tipo de aura criativa que rola entre eles depois que eu assisti It Might Get Loud!, um documentário sobre a relação de 3 guitarristas com o instrumento. Sem spoilers aqui! Vai procurar que o negócio é bom DEMAIS. E justamente toda essa aura se estendeu ao Get Behind Me Satan, ainda mais porque um grande problema de bandas em geral é, quando lança um sucesso, conseguir se manter na crista da onda ou até superar o feito. Não é fácil. E White Stripes sambava na cara da gente com cada disco lançado. (sdds)

1º Lugar: Chaos and Creation in the Backyard - Paul McCartney

Tiago Abreu: Falar de McCartney não é fácil, e para entender o sentimento do álbum Chaos and Creation in the Backyard, é necessário revisitar os discos solo anteriores do cantor. Os anos 80, e a primeira metade dos anos 90 foram péssimos para Paul. De grandes músicas e discos com os Beatles e Wings, o artista tornou-se numa criatura praticamente irrelevante no cenário musical, pois nenhum disco seu apresentava consistência e repertório marcante. As coisas mudaram quando, junto a Ringo e George Harrison, trabalhou na antologia dos Beatles, em 1996. Isso reascendeu o seu espírito criativo, produzido o grande Flaming Pie (1997). Depois desse disco, mais introspectivo e de arranjos mais marcantes, finalmente Paul McCartney encontrou a direção correta para sua carreira solo e se tornou um músico interessante outra vez. No entanto, outras fatalidades ocorreram em sua vida e são latentes na orgânica do disco: a morte da esposa em 1998 e de George Harrison em 2001 para o câncer, a chegada dos sessenta anos de idade, o novo casamento, e as reflexões sobre a vida e a morte (que, a cada ano, soava e soa mais próxima). Se Driving Rain (2001) já possui estes elementos recorrentes de Flaming Pie, em Chaos and Creation in the Backyard, os pensamentos são aprofundados e carregados de uma sonoridade complexa, lenta, por vezes bastante densa. Produzido por Nigel Godrich, conhecido por suas atuações com o Radiohead, o disco apresenta Paul tocando todos os instrumentos. Ou seja: se Driving Rain, ou o sucessor Memory Almost Full (2007) são discos ainda com a ‘cara’ de banda, em Chaos é McCartney no extremo de sua simplicidade e no controle dos timbres do trabalho, que possui pouquíssimos pontos baixos. Destaque para “Too Much Rain” e sua belíssima letra, a musicalidade de “How Kind of You” e “Friends to Go”, claramente influenciada pelo estilo de Harrison, em homenagem ao ex-beatle. Se você ainda não parou para ouvir a discografia de McCartney, sugiro que, além dos primeiros discos solo e os trabalhos com os Wings, esteja atento ao que ele tem feito desde 1997.

Phil Santos: Vovô Paul me surpreendeu. Quero dizer, eu nem sou tããão fã de Beatles (podem me crucificar), mas eu nunca tinha o escutado. Comecei bem pelo visto. Nem coloquei esse álbum na liderança, mas ele é um álbum muito bom. Cara, bem feito demais. Curti muito!

Concorda? Discorda? Deixe sua opinião aí galeres bonita!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

10 Melhores álbuns brazucas que comemoram uma década neste ano (2015)

O 1º semestre do ano de 2015 já passou e alguns lançamentos nos surpreenderam e outros ainda virão por aí. Mas o nosso blog teve a ideia de listar os 10 melhores álbuns brazucas lançados em 2005 que comemoram uma década neste ano. Confessamos que foi uma tarefa difícil e talvez alguns artistas tenham ficado de fora, mas esperamos ter colocado os mais importantes também. Foi feita uma seleção com os principais trabalhos lançados em 2005 e depois foi feita uma seletiva até ficarem os 10 melhores. Os críticos montaram a própria lista sendo que o 1º colocado de cada lista ganharia 10pts. e os demais iam ganhando 9, 8, 7 e assim seguindo a ordem até o 10º colocado, que ficaria apenas com 1pt. No final foi somado os pontos e montado o TOP10.

Nessa edição contamos com a participação especial do crítico Tiago Abreu, colunista e editor no Portal O Propagador que nos ajudou a escolher os 10 e comentar cada um deles. Logo abaixo estão os discos da 10ª a 1ª colocação e os comentários dos nossos blogueiros. Vamos a lista!

10º Lugar: Grandes Infiéis - Violins

Tiago Abreu: Este disco particularmente, me é um dos três melhores de 2005. A Violins é uma banda de Goiânia com mais de dez anos de carreira, vários discos lançados, e essas informações poderiam se confundir com o currículo de qualquer banda bem-sucedida no mercado (e mercado no sentido literal da palavra). Mas o fato de ser independente apenas abrilhanta sua posição, pois 2005 foi um ano terrível para a cena nacional. As composições da Violins são maduras, bem trabalhadas, tem letras muito complexas. Sua sonoridade não é fria e totalmente descompromissada, mas também não é quente comercialmente falando. Novamente, isso não é negativo, e apenas afasta os menos atentos a suas propostas. Certamente, é um grupo que deveria ser mais reconhecido, e que deveria estar no primeiro lugar desta lista. No mais, apenas digo que "Angelus" é a melhor música sobre ateísmo que eu já ouvi, até o momento em que escrevo.


9º Lugar: Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências - Cidadão Instigado

Tiago Abreu: O Cidadão Instigado, como projeto capitaneado por Fernando Catatau, chega com um dos melhores trabalhos do ano, com a devida justiça. Com uma sonoridade muito eclética, com influências do rock psicodélico, nota-se uma textura muito retrô nas composições, arranjos vocais e teclados utilizados, se repetindo em várias faixas. Uma curiosidade sobre a banda, especialmente aos cristãos que acessam o site: um de seus ex-integrantes, Amaury Fontenele, foi um dos melhores produtores musicais que já circulou pelo meio 'gospel'. Algumas de suas obras podem ser encontradas nas discografias de Fruto Sagrado, Brother Simion, Luciano Manga e outros.






8º Lugar: WARderley - U.D.R.

Tiago Abreu: Você pode estar achando que U.D.R. numa lista de melhores discos é uma piada. Mas não é. E preciso justificar: U.D.R. é uma das coisas mais geniais que surgiram na cena musical brasileira após os Raimundos. E não exagero: Essa galerinha cultuada como “inovadores” a exemplo de Cansei de ser Sexy, Bonde do Rolê, por mais que neguem, são influenciados pela U.D.R. E, meus caros, convenhamos, até pra fazer música ruim uma banda deve ser boa. É exatamente que vemos neste trio, formado por Professor Aquaplay, MS Barney e MC Carvão. As letras falam sim de anticristianismo, satanismo, transexualidade, zoofilia, coprofilia, benzina e uma série de temáticas politicamente incorretas, regadas a uma sonoridade criada, em grande parte, no Fruity Loops. Mas os versos são tão bem construídos, com uma sátira tão peculiar, que o fato de serem tão zoados soa incrível. Porém, é de imensa ingenuidade pensar que eles estão a simplesmente vomitar estes temas em seus ouvidos como uma brincadeira de mau gosto. Na música da U.D.R., há muito o que refletir acerca da violência e as condutas consideradas desviantes do nosso conceito confuso (e hipócrita) de normalidade. Os músicos sabem disso, pois possuem formação acadêmica na área de humanas. Enfim, há de se destacar a influência escrachada de Mano Brown (Racionais MC's) na longa "Avião Brutal do Scat", a homenagem a Rogério Skylab em “Você é Burro”,a paródia divertidíssima do Muse em "Rock and Roll Anticósmico da Morte" (quem mais seria capaz de fazer uma letra satânica em cima de um arranjo do Muse além da U.D.R.?) e “Clube Tião Caminhoneiro Hell”, com sua sonoridade contagiante. Enfim, o disco é um recheado de clássicos, como "O Cais", "Gigolô Autodidata", "Dança do Bukkake" e "Som de Natal", mostrando que a banda era realmente forte, como mostraram no disco Jamo Brazilian Voodoo Macumba Kung Fu... São 66 faixas (sim, várias delas com 6 segundos de duração). Sinceramente, se você ouve U.D.R. e se sente ofendido, é justamente pessoas como você que a banda quer criticar. 

7º Lugar: Casa dos Espelhos – Rosa de Saron

Tiago Abreu: O Rosa de Saron, com a entrada de Guilherme de Sá, sofreu uma evolução constante. Casa dos Espelhos é o registro deste gradual amadurecimento, embora eu, particularmente, ache que não é suficiente para figurar uma lista de melhores álbuns do ano (mas convenhamos, 2005 foi um ano tão ruim que nem soa absurdo esta obra aqui, em relação a outros discos que vocês verão dentre os primeiros). O trabalho é introspectivo, musicalmente suave, o que se espera de um trabalho do Rosa de Saron. No entanto, creio que a produção musical deixa a desejar. O timbre da bateria também não é lá dos melhores, e os graves tem pouca evidência.

Jhonata Fernandes: A mudança de estilo da banda Rosa de Saron não foi motivo para deixar os fãs chateados ou começarem a atirar pedras na banda. Muito pelo contrário: a banda que outrora (com o Marcelo Machado nos vocais) era considerada do estilo heavy metal, passou a ser alternativa e mais pop-rock em sua sonoridade com a entrada do Guilherme de Sá nos vocais, o que agradou muita gente. Eu sou (muito) suspeito em falar desse disco porque marcou boa parte da minha transição de adolescente para adulto e, considero este um dos melhores discos da banda (o 5º melhor pra ser mais específico). Músicas como "Sem Você", "As dores do silêncio", "Amor Sincero" e "Lembranças", são um dos principais hits da banda. Uma curiosidade sobre este disco: ele iria se chamar "Além do meu jardim" que é uma das faixas do álbum, mas como a banda Oficina G3 lançou no mesmo ano o "Além do que os olhos podem ver", a banda achou melhor desistir do título para não dá a impressão de que houve plágio de uma outra banda cristã. 

6º Lugar: Hoje - Os Paralamas do Sucesso
Tiago Abreu: Das bandas do rock nacional, a única que realmente não deixou a peteca cair, e seguiu uma regularidade na qualidade de seus discos foi Os Paralamas do Sucesso. O Titãs enfraqueceu-se muito desde Domingo (1995), Legião Urbana acabou, Capital Inicial virou uma piada, Raimundos perdeu seu mentor, enfim, uma série de fatalidades. Hoje é um disco cujas composições surgiram após o acidente de Herbert Vianna, mas mesmo assim não é musicalmente mórbido. Algumas letras, sim, são autobiográficas, e te fazem pensar sobre questões básicas da vida, como o poder de andar. Os arranjos de metais estão mais presentes, ao contrário do disco anterior, mais cru. 

Estevão Rockfeller: Ótima banda, não ouvi por completo mas o que ouvi me agradou.

5º Lugar: Livre para Voar – Chimarruts

Tiago Abreu: O disco do Chimarruts é uma fusão agradável de reggae e pop, trazendo todas as temáticas recorrentes do reggae: as raízes (“Roots Rock”), a crença em Jah (“Eu Tenho Fé”, “Jah Jamais Permitirá”) e a nateureza (“Lua Nova”). Livre para Viajar é aquele trabalho que apresenta exatamente o que se espera ao falar de reggae, e foi um trabalho razoável num ano bastante fraco de lançamentos.

Jhonata Fernandes: Livre para Voar me pegou de surpresa. Eu conhecia algumas músicas do grupo mas não sabia que iria me esbarrar com elas exatamente nesse álbum. Ouvindo enquanto discutia algumas ideias com os amigos, percebi que a banda é realmente boa no que se propõe fazer. Foi com certeza um dos melhores lançamentos do ano de 2005. Como uma banda underground, o Chimarruts representa e bem a cena. Destaco a bela canção "Versos Simples" que tem uma relação amena com uma fase da minha vida (que não teve nada a ver com namoro).

Estevão Rockfeller: Armaria, muito ruim!

4º Lugar: Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3

Tiago Abreu: Das bandas do mainstream, tirando Os Paralamas do Sucesso, Além do que os Olhos Podem Ver, da Oficina G3, é o único registro verdadeiramente honesto e que não é uma baixa (ou média) na carreira de um grupo. Considero como o segundo melhor disco da banda, perdendo apenas para o antológico Indiferença. Na verdade, a entrada de PG foi muito mal vista por parte do público, e o álbum O Tempoque é um trabalho bom, em sua proposta, e coeso – foi incompreendido, apesar das altas vendas. A sequência não foi tão boa assim, e lançaram Humanos, um disco com influências do new metal, pouco convincente, cheio de vícios, modismos da época, e um repertório inconsistente. Com a saída de PG, o trio remanescente acordou do comodismo e produziu um disco muito mais sério e "original". Com influências do metal progressivo, o disco é marcado pelo entrosamento entre Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos, acompanhados por Lufe e, em alguns momentos, Déio Tambasco. Afram surpreende nos vocais, e em momento algum nos deixa com saudade do ex-vocalista. As letras tratam da hipocrisia cristã, sem cair nos clichês antigos, com reflexões articuladas de forma mais trabalhada, sem muita religiosidade. Destaque para os contratempos cavernosos de "Réu ou Juiz", a letra de "A Lição" e a pegada 'bluezística' de "O Fim é só o Começo". Continuo considerando esse, Indiferença e Elektracustika, os melhores discos do Oficina, superiores ao superestimado e, em alguns momentos, chato, Depois da Guerra.

Jhonata Fernandes: Talvez esse seja o único disco dessa lista que eu discordo severamente de estar nessa posição. Para ser mais claro, considero o "Além do que os Olhos Podem Ver" um bom álbum, mas muito pior que "Hoje" dos Paralamas e "Casa dos Espelhos" do Rosa. Eu também não entendo a pressão louvadora que as pessoas colocam em cima desse trabalho pois, pra mim, ele continua sendo um Oficina forçado tentando fazer rock pesado além do que consegue [o nome desse álbum poderia ser perfeitamente "Além do que o Oficina consegue ser"]. Mas, nem tudo são pedras: o disco realmente é bom ao nível da banda e a situação em que os integrantes estavam. É um rock pra curtir, refletir e acreditem, dançar. 

3º Lugar: 4 - Los Hermanos

Tiago Abreu: O Los Hermanos é uma banda estranha: eles são superestimados e subestimados ao mesmo tempo. Superestimados, quando me refiro aos insuportáveis fãs e pseudointelectuais que acham o quarteto a coisa mais interessante surgida nas últimas décadas de nossa música, e subestimada para os que têm "Anna Júlia" como a melhor coisa que produziram. Entre os dois extremos, eu fico no centro, e vejo a música deste grupo como algo bastante normal. Há coisas que gosto e coisas que eu não gosto. E 4, definitivamente, está no segundo grupo. Este disco é simplesmente a justificativa para todo o argumento de pedantismo que pode ser atribuído aos Los Hermanos. Com canções dormentes, conduzidas de forma moribunda, só se salva exatamente pelas duas primeiras faixas, "Dois Barcos" e "Primeiro Andar". O restante é simplesmente enrolação da dupla Camelo e Amarante, que não conduziram o bom trabalho feito na maior parte das músicas do anterior, e relativamente agradável, Ventura. Vale lembrar que Amarante sempre foi o ponto de equilíbrio das idiossincrasias de Camelo, mas neste disco, ele simplesmente se jogou no buraco, juntamente com Marcelo Camelo.

Jhonata Fernandes: Começo dizendo que 4 é um disco pra fã. Quem acompanhou (e acompanha) o grupo, sabe das suas constantes mudanças de estilo e trabalhos as vezes bem estranhos. Eu estou na classe de fãs que já se apaixonaram por algumas músicas e inclusive pelo disco Ventura (que foi um dos melhores que ouvi no ano de 2014). Tenho amigo que não engolem, ou, não conseguem sacar a intenção do simplista 4. Dou crédito a todas as músicas mas enfatizo "Dois Barcos" "Primeiro Andar" que são as melhores do trabalho.

Estevão Rockfeller: Dá vontade de se matar, mas é um trabalho bem feito. Mas continuo preferindo o Ventura.

2º Lugar: Anacrônico – Pitty

Tiago Abreu: É engraçado que os discos que eu dei menor nota estão dentre os primeiros (risos). Ela já é uma personalidade que ganhou a graça do público, e sempre tem seus clipes dentre os mais assistidos dentre todos os artistas de rock nacionais. E Pitty faz sucesso justamente porque a sua música é a mais básica e comum possível. Se você ouve um disco dela procurando letras interessantes e uma sonoridade intrigante, você não vai achar. E isso é relativamente decepcionante. Como se fosse uma versão do Foo Fighters brazuca (eu sei que a comparação é meio nonsense), é aquele tipo de música que te envolve momentaneamente, mas rapidamente você se esquece.

Jhonata Fernandes: Sobre o Anacrônico eu fico em cima do muro: ao mesmo tempo em que ele foi um bom lançamento brazuca da época, ele não foi melhor que muitos que nessa lista estão atrás dele. É perceptível a influência do grunge por parte da extensão vocal da cantora pois várias vezes ele tenta dá uns gritos (desnecessários) e tentar transparecer que suas letras são fortes o bastante para o estilo (nível Nirvana). No "Admirável Chip Novo" a banda meio crua ainda consegue pôr um pouco de sua cara e emplaca hits como "Teto de Vidro", "Admirável Chip Novo", "Máscara" e a romântica "Equalize". No Anacrônico, percebo que a banda quis experimentar algo mais punk, porém, de uma maneira errada: tentando usar letra fortes ao invés do instrumental pesado. A faixa homônima me deixou a desejar e "De Você" foi uma mostra do que seria Pitty nos próximos anos. Destaco "Na sua estante" (porque foi a música que me fez gostar da banda) e "Déjà Vú".

Estevão Rockfeller: Nunca fui fã da Pitty, mas este álbum não é ruim, ganharam pontos comigo.


1º Lugar: Imunidade Musical - Charlie Brown Jr.

Tiago Abreu: Quando você vê Charlie Brown Jr. dentre os dez melhores álbuns do ano (pior, em 1º lugar!), é sinal de que há algo realmente errado na nossa cena musical. As composições de Chorão & Cia. são tão infantis quanto a de um pré-adolescente de onze anos, a sonoridade, clichê quanto o estilo pede, é o que agrada a galera e justifica o primeiro lugar. Acho que o maior ultraje deste disco é a regravação infame de “Pra não Dizer que não Falei das Flores”. Ouvir a banda a regravar este clássico é tão bizarro caso o Slayer decidisse fazer um cover de “YMCA”. Desculpe fãs do grupo, mas todo culto que envolve sua obra pra mim não faz sentido.

Jhonata Fernandes: Como o Chorão nos disse nesse mesmo álbum: "falem bem, falem mal mas falem de mim" (música: É Quente), qualquer crítica a esse disco é válida. Até mesmo a minha mãe que não entende nada de música, falasse algo sobre o Imunidade Musical, estará tudo em paz. Mas há muita coisa boa nessa disco. Gente, já ouviram falar de GUITARRAS? Esse disco contém GUITARRAS. Eu disse e repito mais uma vez sem desligar o CapsLock: GUITARRAS! As 23 faixas não deixa o álbum enjoento, muito pelo contrário, deixa ele proporcional. Letras que falam bem com o público-alvo considerando que quase todas as músicas escritas pelo Chorão foram feitas quando o cantor estava lombrado, são canções que contém verdades e ideias claras. Ela Vai Voltar (Todos os Defeitos de Uma Mulher Perfeita) conquistou a galera. "O Mundo Explodiu Lá Fora" é uma das minhas favoritas e, pra um cara que só estudou até a 7ª série do fundamental, o Chorão foi um verdadeiro poeta das ruas. "Senhor do Tempo" suaviza o disco e "Dias de Luta, Dias de Glória" virou música-referência para quem não conhece o trabalho da banda.

Estevão Rockfeller: Longe de ser o melhor deles, mas me agradou bastante.

Gostou? Concorda? Discorda? Comente!