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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Top 5: Os piores shows da minha vida!

Quem mora em São Paulo tem o grande privilégio de assistir a grandes shows nessa terra querida! Mas nem tudo são flores, e assim como podemos ver shows incríveis, às vezes assistimos uns que era melhor ter ficado em casa vendo o filme do Pelé.
Falar sobre show ruim não é tão prazeroso assim, e nesse post vou tentar me lembrar dos meus 5 piores shows que já fui na minha vida. Borá ver se os neurônios ainda se lembram...

Há indícios de que este show acima foi melhor do que os listados abaixo.


5 –Red Hot Chilli Peppers

Resolvi deixá-los logo no começo pois o caso deles não é que tenha sido ruim, mas também não foi tão bom assim.
Diria que foi decepcionante pelo fato de quando eu fui assisti-los o meu ídolo maior, John Frusciante, já não pertencia mais a banda. Realmente não tenho o que me queixar desse dia, assisti ao show de local privilegiado, não paguei ingresso, longe da muvuca, e ouvindo o som a uma boa altura e vendo os caras pelo telão. Uma das minhas bandas preferidas, a única queixa realmente foi a falta do Frusciante. Pra quem está acostumado a assistir o RHCP pelo Youtube e ver os solos fritos dele, ter visto aquela apresentação morna é de quebrar qualquer expectativa.

4 – MGMT

Esse dia já começou bugado. Eu e meu brother compramos o ingresso de um colega de trabalho, que ganhou o ingresso e vendeu depois pra gente por um preço bem <ironia>supimpa</ironia>. Chegamos no nosso já conhecido Campo de Marte, entramos ao festival e começou o show dos mineiros do Skank. Até então nunca havia visto um show deles e confesso que me surpreendi com o Samuel Rosa, o fominha da guitarra.
Autor da chuva, e co-autor das músicas.
Até essa hora estava bem, até que, no auge da seca da Cantareira, longos meses sem chuva em São Paulo começa uma tempestade enviada pelo Satã no show deles. Aí a terra virou lama, o tênis novo foi pro saco, o dedão do pé ficou apertado, a chuva não parava, não tinha mais capa de chuva, as costas começaram a doer e tudo conspirando a nosso favor.
Mas o que parecia ruim conseguiu ficar pior, e isso tem nome: MGMT.
PUUUUTA QUE PARIU!!! Quase fui até a recepção pegar minha parte de volta por conta desse show! Pensa numa plateia revoltada (sim, não foi apenas eu e meu amigo que odiou eles) eles conseguiram fazer uma plateia brasileira empolgada após o show do Skank entrar em depressão com o show deles. Terrível a apresentação, apenas aquela música famosinha deles, Kids, conseguiu animar a galera. Fora isso, uma apresentação baseada em sintetizadores e músicas estranhas, que se você não conhecer previamente as músicas, soaram muito estranhas ao seus ouvidos.
Fica a dica, a não ser que você seja um fã de carteirinha deles, não perca seu tempo com um show deles, risco grave de se decepcionar.

3 – Los Hermanos

Sempre admirei muito essa banda, apesar de sempre escutar grandes conhecedores de música falarem muito mal a respeito deles. Em 2012 eu acho, não lembro agora, eles resolveram fazer um turnê Brasil afora, e como eu nunca havia visto um show deles resolvi pagar um precinho salgado e ver esse show.
Ahhhhhhh se arrependimento matasse...
Após esse show entendi porque tanta gente fala mal deles...
Pensa num velório, consegue ser mais animado...
Caro, sem sal, sem açúcar. Resumo isso ao show deles. Uma abertura com um DJ meia boca, até os bailes funk, ou uma balada em Mogi das Cruzes, conseguem arrumar uns DJs melhorzinhos.
Eles são incríveis no estúdio, mas ao vivo senti que faltava algo. Talvez tenha sido apenas uma impressão errada da minha parte, às vezes era eu que não estava no espírito do show, mas que eu voltei decepcionado e nunca mais pagarei valores absurdos pra ver o show deles isso pode ter certeza. 
Prefiro continuar ouvindo aqui no CD que eu ganho mais.

2 – Jeito Moleque

Pra ninguém pensar que só vou falar sobre bandas de rock desanimadas, agora vem um grupo de pagode pra vocês. E antes que pensem besteira, eu já assisti a muitos show de samba/pagode na minha vida, então esse não foi um caso isolado.
Imaginem o cenário:
Novinhas, Jogos Universitários, novinhas, bebida, novinhas, dorgas, novinhas...
Tudo conspirava para ser um role memorável, Engenharíadas 2015, Volta Redonda RJ, todo mundo reunido pra curtir o rolê, aí você olha as atrações do evento:
Mc Ludmila (Mc Beyonce, aquela que você "não pode olhar pro lado, porque o bonde tá passando"), Furacão 2000 (aqueles funks de 00’ como o menino Jonathan da nova geração, Bonde do Tigrão e derivados), Buchecha, uns outros artistas random e o grande e aguardado grupo Jeito Moleque.
Possível resultado ao fim do show do Jeito Moleque.
Ou talvez beeem antes do fim.
Caraca moleque, os caras conseguiram fazer a proeza de pegar o 1º lugar dessa lista do Engenharíadas, e olha que estava difícil a competição hein...
Eu já vi muito show de pagode, e em todo show de pagode a mulherada tá lá na frente cantando, dançando e tudo mais, só que nesse show do Jeito Moleque o que eu vi foi a galera ir pra outra pista curte um eletrônico/funk que um outro DJ estava tocando.
Ainda bem que não faltava bebida e tinha 2 palcos essa festa, porque esses aí conseguiram esvaziar a pista...


1 – Matanza

Antes de falar sobre eles, gostaria de fazer uma observação sobre a extinta MTV.
Muita gente que hoje fala mal da Globo pelo seu poder de manipulação, era um fã assíduo da MTV. E sabe qual o interessante disso? A MTV sempre conseguiu fazer a cabeça da galera. Era só eles falarem que tal banda era boa que todo mundo escutava. Isso aconteceu com Marcelo D2, O Rappa, Charlie Brown e com o Matanza. Naquela época Matanza era uma febre, chovia frases no Orkut, clipes disparados em primeiro lugar em listas, todo mundo era fã deles.
Menos eu.
Confesso que eles tem uns pontos legais, letras bem feitas, um som até que um pouco agressivo, uma pegada diferente. Mas é apenas isso de bom. Acredito que o resto foi tudo produção da MTV e consumido com muito sucesso pelos jovens que levaram esses caras a um sucesso considerável naquela época e hoje em dia nunca mais vi ninguém nem postar clipe deles no Facebook.
Enfim, a parte disso tudo, estava eu e um amigo sábado a noite sem fazer nada, então resolvemos ver o show deles, não havia nada a se fazer mesmo.
Como se fizesse diferença o que você acha ruim, Estêvão.
E agora eu falo porque eles conseguiram o 1º lugar dessa lista.
Eles fizeram um feito histórico em minha vida: Eu entrei no show deles, escutei uma música, e fui embora. Foi exatamente isso, peguei o dinheiro do ingresso e praticamente queimei! Não fiquei nem 10 min assistindo esse show e digo que foi o suficiente para o meu ódio a eles ter aumentado.
E só pra constar, enquanto escrevia esse post, perguntei ao meu amigo qual foi o pior show da vida dele e obtive a mesma resposta: MATANZA.
Realmente, um bando de marmanjo sujo, produto da MTV, que tocava pra um público que infelizmente naquela época não era pra eles. Espero que agora longe da mídia eles consigam fazer o som deles, pra quem curte realmente o som deles.

Moral da história: Talvez eu não estivesse preparado para todos esses shows, ou estava muito bêbado ou muito sóbrio, não sei também. Mas show é diferente do CD no estúdio. E é o que eu digo, já vi muito show com grande produção ser uma merda, e já vi também apenas 1 cara sozinho cantando e tocando violão fazer uma apresentação memorável. Isso a tecnologia ainda não conseguiu substituir... a magia que a música traz às pessoas.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Top 5: Melhores álbuns que ouvimos em 2014 (por Phil Santos)

Opa!
Dando continuidade à série, hoje é minha vez de mandar a lista dos 5 álbuns que me prenderam pelos ouvidos em 2014. Confesso que foi muito difícil terminar essa postagem, porque como disse em outro texto, eu escuto muita coisa. Então fica complicado filtrar tudo e conseguir estabelecer um Top, porque eu amo música do jeito que ela é!
2014 foi um ano de consolidar paixões clássicas. Ouvi muita coisa nova, mas principalmente reescutei amores antigos. Coisa que, quando pus de volta no player, fiquei pensando "mas por que diabos eu demorei tanto a voltar a escutar isso?". Mas ainda tive novidades nos meus ouvidos (e que entraram na lista), embora nada aqui tenha sido lançado em 2014 na verdade. Ainda preciso me atualizar com as novidades (o Jhonata já anda fazendo isso -- obrigado, jovem padawan!).

Enfim, sem mais delongas. Vamos ao top.

5º Lugar: "Are You Experienced" - The Jimi Hendrix Experience (1967)

Anos 60. Cultura diferente. Influências diferentes. Pessoas diferentes. Mundo diferente! A gente hoje é tão acostumado em HD, alta definição, alta qualidade, sem imperfeições, tudo tão redondinho e certinho. Se essa galera fosse ouvir Hendrix, iam perder a pureza dos ouvidos -- e a sanidade mental, tamanha arte que ele faz com a guitarra crua, distorcida, tão psicodélica quanto a juventude da época. Mesmo com qualidade de áudio bem sujinha - pô, são quase 50 anos! - a gravação é impecável. Mais uma vez vale a máxima de que a sonoridade é 90% das mãos do músico, e o resto é resto. Se bem que uma Fender Stratocaster dos anos 60 plugada num amplificador Marshall, bruto que nem um ogro, não era bem "resto", né?
Ok. Eu confesso. Sou o guitarrista mais fuleiro do mundo! Nunca fui de ouvir Hendrix. Nunca mesmo. Não que não curtisse, pelo contrário, seria uma senhora heresia. A questão é que eu nunca tinha dissecado, musicalmente, o canhoto. Mas, cara! Reunir Purple Haze, Hey Joe, May This Be Love, The Wind Cries Mary, Fire, Foxy Lady... olha esses clássicos atravessando gerações. Olha o impacto que causou e ainda hoje influencia tudo quanto é guitarrista. E olha que esse era só o álbum de estreia do cara.


Fire



Foxy Lady


4º Lugar: "Californication" - Red Hot Chili Peppers (1999)

Em 2014 eu me aproximei muito do John Frusciante, como pessoa e como musicista. E lógico, como guitarrista. Conhecer a história do cara, os perrengues, altos e baixos, a saída e o retorno triunfal ao RHCP e mais uma saída onde parece que não volta mais (mas tenho fé que volta). O cara chegou na banda como super fã de Hilel Slovak (outro gênio do RHCP, mas que morreu de overdose) para o substituir. Gravou o "Mother's Milk", quebrou a banca no "Blood Sugar Sex Magik", mas não soube lidar com a fama e caiu nas drogas. Saiu da banda. Ficou viciadão em cocaína, heroína e diversos outros, e quase morre (tem cicatrizes até hoje). Voltou como uma fênix!
Esse álbum tem muitas histórias nele, não pelas letras, mas pelas pessoas que se conectaram a ele, à banda, às circunstâncias de tudo. Foi meu primeiro rock (eu tinha 6 anos de idade e viajei LEGAAAAL quando começou a 1ª faixa, "Around the World", o baixo do Flea estourando tudo). Esse álbum soa pra mim como a redenção do John. Soa como o retorno do filho pródigo. Soa como a volta do amigo, do irmão, do cara mais querido da cidade. Soa como a banda voltando à sintonia, ou talvez alcançando uma sintonia jamais vista. Soa como um grande acerto musical, dado que agora o álbum tinha foco (como não foi o anterior, "One Hot Minute"). Uma boa dose de amor, amizade, cumplicidade, punk funk, riffs melódicos, solos envolventes, canções bem estruturadas, e mais amor. Eu demorei a entender isso tudo, mas agora que entendo, guardo esse álbum no coração. É realmente especial pra mim.
Fico com um sorriso no rosto quando penso ou escuto o álbum, e não está sendo diferente enquanto escrevo agora.


Around the World



This Velvet Glove (desculpe, eu tinha que pôr essa versão
ao vivo. No vídeo temos Josh Klinghoffer, amigo de
longa data da banda, e hoje atual guitarrista)


3º Lugar: "Rock In Rio" - Muse (2013) (não é propriamente um álbum, mas um registro do show)

A explicação pra esse item pode parecer confusa. Leiam com calma.
Bem, vocês não sabem o quanto eu simplesmente não suporto música de gêneros eletrônicos. Trance, House, Dance, sei lá que danado é isso. Mas até 2013 era beeeem pior, não era só com gêneros, mas também com bandas que tinham muita influência de eletrônicas. Eu abria exceções como Linkin Park, Black Eyed Peas (sdds Elephunk, sdds Monkey Business), Eminem, Chris Brown, umas (muitas) músicas pra Breakdance (eu era B-boy) e etc, e nem considero essas músicas como
eletrônicas, ou pra ser mais exato na descrição, música tipo balada. Mas exceção não é regra. E mesmo o Coldplay, do qual sou muito fã, me fez torcer o nariz no "Mylo Xyloto" e no "Viva La Vida" (e o "Ghost Love Stories" ferrou de vez).
O fato é que eu já falei aqui que amo festivais, mas nunca ouvi Muse porque eu sabia (será que sabia mesmo? Ha! Nada.) que eles caíam numa clássica categoria de bandas que soam bem rock ao vivo, mas em estúdio acabavam com meus ouvidos por inserirem diversos elementos eletrônicos (alguém aí disse Imagine Dragons?). Bateria eletrônica? Jesus, vou morrer pelos ouvidos. Aliás, o próprio Linkin Park no álbum "Hybrid Theory" tem muita eletrônica, mas é claramente rock, e do bom. Muse? Pffff. Vi o Rock In Rio já torcendo o nariz (mas salvei no PC) e não mudei de ideia.
Apenas quando o tempo passou, um dia eu assisti um vídeo que o cara citava a canção Hysteria, e de curioso fui ouvi-la... uau! Fui então atrás de mais coisa. Só me impressionava. Lembrei que tinha o Rock In Rio no PC e vim ouvir... queimei a língua! O trio inglês vem com tudo! Logo no início, aquele ritmo meio pesadinho e intimista de Supremacy, pra Matt Bellamy vir cantar o início do refrão com uma voz pra tenor clássico nenhum botar defeito. "You don't have long / I am onto you / The time, it has come to destroy / your supremacyyyyyyyyy..." haha! Isso sem falar na sequência do show: Supermassive Black Hole, Hysteria, Plug In Baby, e tantas outras canções que já se tornaram hinos para mim.
Ah! Leitor, me diz, na boa: por que eu demorei taaaanto a ouvir essa banda? De vez em quando, amadurecer é bom... e reconhecer o erro também. Creio que Muse nunca será tão eletrônica como Coldplay (sdds Parachutes, sdds X&Y) , o que me fará ser fã do trio por um booooom tempo. :)

Como os vídeos da banda no Rock In Rio foram gravados da plateia e, portanto, tem baixa qualidade, vou postar outras performances ao vivo, ok? (Por outro lado, teve a transmissão do Multishow e a galera de casa gravou e pôs nos torrents da vida, por isso tenho o show, mas não há vídeo isolado de uma ou outra música, que não seja dessa forma citada acima, da plateia... mas caso queiram o RIR completo falem comigo, ou procurem o DVD Live At Rome Olympic Stadium, pois nesse setlist eles basearam a turnê de 2013. Curtam aí!)


Supermassive Black Hole



Plug in Baby


2º Lugar: "Até eu Envelhecer (Ao Vivo)" - Resgate (2008)

Na verdade eu já conhecia o Resgate. Conheci em 2012, ouvi meio álbum, ok, esqueci. Mas nunca parei pra ouvir realmente. 2012 foi um ano muito conturbado. 2013, cansativo, enfadonho. Em 2014 joguei a toalha e Deus disse "Entendeu? Você não precisava ter entrado nessa luta. Deixa comigo".
O Oficina G3 é uma banda que teve grande parte na minha vida, principalmente no caminho da minha conversão até meu batismo e um pouco depois dele. O Resgate veio como um fortalecimento do céu. Um refrigério, uma bênção, um help.
Cara, eu fico totalmente agradecido por ver uma banda que sobreviveu ao tempo, às fases loucas do Gospel nacional, se sustentou musicalmente e liricamente, sem perder integrantes de forma polêmicazinha. Na verdade não perdeu nenhum (tá, Dudu Borges entrou em 2006 e saiu em 2012, mas foi uma fase diferente da banda). E claro, sem perder o rock 'n roll.  Mantiveram o bom humor, a imensa criatividade (fico de queixo caído com as letras, e não é pura fanboyzice), a coerência com as Escrituras e preservando sua identidade como pessoas, talvez até mudando pra melhor, como quando saíram da Renasc... hm, isso é outra história.
Bem, tal qual o Muse, esse álbum veio me dar um estalo do tempo que eu perdi sem ouvi-los. Sei que o Top 5 é de álbuns, mas no caso desses itens #3 e #2 o que rolou foi um álbum que me chamou a atenção pro trabalho todo da banda, não ficou só em um álbum, embora tanto o Rock In Rio pro Muse como o Até Eu Envelhecer - Ao Vivo pro Resgate tenham me marcado muito, são bem especiais pra mim agora. E uma diferença entre o #2 e o #3 é que não houve tanto amadurecimento musical com Resgate, porque é o rock que eu sempre curti, mas por outro lado eu consolidei minha opinião de que a banda é a #1 do rock cristão nacional, por ser um rock de primeiríssima qualidade. Na primeira vez que ouvi esse álbum, parecia que cada música falava a mim. "Sai que agora eu quero andar!", diz Meus Pés. Ou o clássico do Katsbarnea, Apocalipse Now, que eles puseram no show... ou Palavras, ou Perdido e o Sentido, ou Astronauta, ou O Médico e o Monstro (sim! Dr. Jekyll & Mr. Hyde). Ou... sei lá, todas, TODAS! Eita DVD bão, sô! :)))
Ainda hoje, eu me vejo sendo fortalecido por esses caras. Tipo... qual a escala que foi aquele solo daquela música? Sei lá. Até a hora que eu precisar tocar, pouco importa. Mas o que importa mesmo é que ao fim daquela música eu olho pro Alto e digo "obrigado... eu precisava disso!".


Meus Pés


O Meu Lugar


1º Lugar: "Heavier Things" + "Born & Raised" - John Mayer (são dois álbuns)

Bem, não quero dar muito spoiler, porque como estou fazendo as análises da discografia de John Mayer eu falarei de maneira bem completa dos dois. E como sou fã do cara, pode parecer altamente sugestivo eu tê-lo colocado em #1. Questão é que, como eu já falei, 2014 foi desistidor (existe isso?).
Esses dois álbuns pareceram tão mandados do céu quanto os do Resgate. Mas com uma diferença, Resgate aborda o espiritual, que é a visão de Deus sobre isso tudo. John trata do humano... sonhos, realizações, erros, faltas, dúvidas, apostas, certezas, mais erros. Um não é maior que o outro: espiritual e humano andam lado a lado. Mas esses álbuns me fizeram ver não só como eu estava como também a forma que muita gente ao meu lado se sentia.
Como minha amiga Consthânza me disse, o Heavier Things é um álbum cotidiano. Isso foi difícil de perceber. Como assim, cotidiano? Não conseguia achar o conceito. Não captava a conexão entre as canções. Me parecia apenas uma coletânea pop. Foi num típico dia meu de 2014, frustrado, cansado, ponho o álbum pra tocar... mais uma vez, o estalo... eu já sabia as letras, as melodias, mas agora os olhos abriram, os ouvidos entenderam, e tudo fez sentido, tudo se encaixou. Não sei explicar de forma resumida.
O que adianto é que minha rotina é muito enfadonha e não é nada fácil quebrá-la (finais de semana não resolvem), e só meus fones de ouvido e minhas raras leituras me servem de escape e esperança de dias melhores. O engraçado é que esse álbum te quebra todo, amassa, mói tua alma, te põe pra baixo, porque não é um álbum animador. É cotidiano, doloroso, repetitivo. E justamente por ser assim é que ele é tão esperançoso, seja eu olhando minha vida ou contemplando a dos outros. Acho que foi esse o estalo que me deu na hora. Canções como Wheel, Homelife, Clarity, Split Screen Sadness me fazem parar, literalmente.
John passou uns grandes perrengues na vida. Problemas com fama, relacionamentos, tabloides, declarações moralmente feias. Isso tudo atingiu o ápice entre 2010 e 2011. Ele então percebeu o que andou fazendo... se trancou (apenas durante o dia :D ) no Electric Lady Studios, começou a pensar, escrever, tocar, mas tomou um rumo totalmente não-pop dessa vez, e deveria dizer que esse álbum mereceu Grammy mais que qualquer outro... mas não era pop, nunca levaria nem indicação. Ah... não deveria ser popzinho, não dessa vez. Ele escolheu mudar. Nas letras, derramou o coração. Lavou a alma. Falou como homem, não mais o homem estereótipo, o bonitão das tapiocas ou o sortudo ou fracassado amoroso, mas como homem humano.
Cara, esse álbum mexeu demaaaais comigo. Me deu cada arrepio que Deus só não duvida porque Ele já sabia. Em particular, o ouvi bastante num período difícil dentro de casa e na faculdade. John parece conversar com você nesse álbum. Uma conversa em frente à lareira, durante um inverno, o homem que parecia inquebrável, inabalável, abre o coração. Aqui não houve estalo ou lâmpada acendendo: o álbum é direto, na lata, sem arrodeios nem loucas metáforas. Conversa de homem pra homem, o assunto é sério e o prazo é curto. Destaco aqui a faixa título, e ainda Whiskey, Whiskey, Whiskey If I Ever Get Around To Living, Queen Of California, A Face To Call Home, Walt Grace's Submarine Test e é melhor eu parar porque se não eu ponho o álbum inteiro.
Ah, o Electric Lady Studios foi criado pelo Jimi Hendrix. ;)

Novamente, como não quero dar spoilers (e já acho que dei demais), vou apenas pôr uma canção de cada álbum. ;)


Homelife (ou Home Life? já vi das duas formas)



Born & Raised

Ufa! Mais um post com o selo de qualidade Phil Santos, o prolixo. (Pra quem não sabe, prolixo é quem, digamos, usa 1kg pra falar 100g de conteúdo). Mas espero que tenham gostado. Não se limitem a este post, vão atrás dos álbuns, baixem -- ou se possível for, comprem, valorizem o trabalho do artista -- e escutem bastante, que estarei sempre disponível pra conversar sobre qualquer um desses álbuns e muitos mais além deles.

Forte abraço!
Valeu!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

#06: O que não pode faltar em sua playlist?

Bem, eu não diria necessariamente faltar, mas de tempos em tempos eu vou mudando a playlist, de acordo com meu humor, com o que eu vou passando na vida, e se algo perdeu a graça por um momento, eu ponho de lado e dou "chance" a outra coisa. Eu nunca deixo um item permanentemente no meu celular (que é meu player), puramente por falta de espaço quando quero fazer uma troca de álbuns (a menos que eu tivesse um iPod de trocentos GB, aí eu manteria tudo! :D )

É importante dizer que quando eu falo de "coisa", eu falo de um álbum inteiro. É minha forma de ouvir, aprecio um álbum inteiro, capto o conceito, mantenho a linearidade da gravação (tecnicamente falando) e do sentimento do artista. Nunca faço isso de dar um shuffle e misturar tudo, nem se eu desse uma festa e colocasse música só pra quebrar o silêncio eu faria isso.

Apesar dessa rotatividade, tem coisas que quando entram geralmente duram muito tempo na playlist, e quando eu tiro fico com remorso (sério!). Vão aí alguns itens:

  • Macaco Bong, pra mim uma das melhores bandas do país, curto tudo mas menciono em especial o EP "Verdão e Verdinho";
  • A-Ha, qualquer coisa pode entrar (gosto de ouvir todos os álbuns até 2002), mas em especial o "Live at Vallhall" que foi como eu os descobri de fato, parando pra assistir o DVD diversas vezes;
  • John Mayer, qualquer coisa dele;
  • Gogol Bordello, "Gypsy Punks" + "Super Taranta!" + "Trans-Continental Hustle" (ouçam essa banda, pelamor do Pai do céu);
  • Stereophonics, "Live From Dakota", que é meu CD oficial de fim de ano;
  • Paramore, "The Final Riot!";
  • U2, "All That You Can't Leave Behind" + "How to Dismantle an Atomic Bomb";
  • August Burns Red, "Home" e "Leveler";
  • Arctic Monkeys, ponho logo tudo de uma vez;
  • Stryper, "Second Coming", coletânea onde a banda regravou clássicos (literalmente foram ao estúdio e gravaram tudo, não fizeram o básico de juntar tudo e remasterizar pra não dar diferença de volume);
  • Oficina G3, geralmente o "Elektracústica" e o "Além Do Que Os Olhos Podem Ver";
  • Roupa Nova"Roupacústico" 1 e 2, e geralmente entram os dois ao mesmo tempo;
  • Cídia e Dan"Duetos Românticos" 1 e 2, e geralmente também entram os dois ao mesmo tempo (quem curte música romântica e música dos anos 70, 80 e 90 vai gostar disso);
  • Justin Timberlake, "Futuresex / Loveshow". É minha fraqueza pop, sorry;
  • Red Hot Chili Peppers, qualquer coisa do "Mother's Milk" pra frente;
  • System of a Down, eu costumo colocar os 5 álbuns de uma vez;
  • Uns shows de festivais, como Rock In Rio, Lollapalooza, Glastonbury, Reading, iTunes, Coachella... gosto DEMAIS de shows, tanto vendo ao vivo como ouvindo álbum, portanto curto muito ouvir álbuns ao vivo (oficiais ou bootlegs). Aliás, essa é a forma que eu geralmente descubro bandas, ouvindo ao vivo: na hora, sem truques de estúdio, com toda a energia da banda e da plateia, e se for vídeo confiro a performance de palco.

Tá bom ou quer mais? Haha!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Playlist: músicas para ouvir ao acordar

Opa, e aê? Dando um tempo nos textos que saem aqui no blog, e aproveitando desde já pra desejar um feliz início de 2015, vim deixar pro's senhores e pra's senhoras uma playlist pra começar o ano.
Eu tenho um problema com playlist, porque costumo escutar música de outra forma: um álbum de cada vez e por inteiro, de um artista. Playlists raramente me encantam (e eu raramente acerto fazer uma). Mas acho que consegui encaixar um conceito pra essa.
Essa playlist é pra lhe fazer acordar bem. Faz parte de músicas que eu imagino numa categoria "a primeira canção do dia". Aquela canção pra ouvir quando o sol tá ainda longe, não queima, mas vem aquele calorzinho aconchegante, e ao olhar pela janela a paisagem calma da cidade parada (ou pelo menos, bem distante do rush). Aquela canção pra ouvir antes de iniciar o frenesi de mais um dia agitado. Quem mora acima do 6º andar e já pegou a vista de um amanhecer desses sabe a beleza que é. Enfim, menos palavras e mais música. Bora!