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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Banda Tanlan veio desafiar em novo single

A banda gaúcha lançou na semana passada, seu mais novo single que fará parte do próximo álbum. A música se chama "A Maior Aventura" e já conta com mais de 5.000 views no YouTube. Com uma pegada alternativa e inspirada em grandes bandas como Switchfoot, a Tanlan volta com um som mais moderno e letras mais poéticas - que são características da banda. Os fãs já enchem sua timeline - inclusive eu - com a frase "não há mais nada a temer, o amor há de ser, a maior aventura". 


As duas guitarras da banda deixam um peso muito interessante ao som que, acompanhado de letras bem maduras, fazem uma combinação quase que perfeita de um rock nacional abrangente. Entre bandas do Crossover ou Novo Movimento no Brasil, a Tanlan é uma das sobreviventes mais ativa nesse segmento. Palavrantiga deu uma grande pausa após a saída de seu vocalista Marcos Almeida, Aeroilis, a pioneira do movimento no Brasil, teve seu último disco lançado em 2010 e a banda Crombie lançou um disco ao vivo ano passado, mas atualmente não se sabe nada deles. "A Maior Aventura surgiu de uma frase que escrevi em meu antigo perfil do face entre 2012 e 2013 e uma música sem letra que o Beto Reinke compôs em 2014. A frase dizia: "Perdoem a minha ousadia, mas acho que descobri o sentido da vida: Dividir um pouco de mim com os outros e multiplicar um pouco dos outros em mim." Desse conceito surgiu a música. Todos os dias nos perguntamos de onde viemos e para onde vamos. A busca por significado é o que costuma nos mover. Com essa música queremos propor uma outra percepção quanto "missão". Viver menos pra nós mesmos e mais para os outros pode ser uma maneira mais rica para se levar a vida e um caminho onde não faltarão aventuras para se viver." comenta o vocalista Fábio Sampaio. Sobre os novos planos da banda, Fábio acrescenta: "Muita coisa aconteceu com a banda nos últimos anos. Depois de um período relativamente turbulento, nosso guitarrista e membro fundador  (Beto reinke) voltou à banda nos trazendo a um estado homeostático incrível. E isso tem se refletido nas músicas e letras que temos preparado para esse novo disco. Ele ainda não tem um nome oficial, mas temos chamado de Homeostase. Ainda lançaremos mais dois singles esse ano e só depois começaremos a gravar o disco. Portanto, fiquem ligados que ainda tem muita novidade da Tanlan pra acontecer."

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Entrevista: As Verdades de Anabela

As Verdades de Anabela é uma banda de Post-Hardcore de Brasília. Com mais ou menos 2 anos de banda, o AVA como é popularmente chamado lançou um EP no ano passado chamado "No Dia em Que Você Chegar". Os integrantes antes formavam juntos a mesma banda só que com outro nome. Perdidos em Gloria foi o último nome antes de formarem e fecharem como "As Verdade de Anabela". Como Perdidos em Gloria gravaram um EP chamado "Um Brinde ao Cataclysmo" em 2012 com um peso de hardcore e grande influência do metalcore norte-americano. A banda já lançou outros singles em forma de video-clipes além do EP como "A Chama", música acústica que fala de amor e do vazio que muitas vezes sentimos em nossos corações. "O Despertar de um novo amanhecer" lançado em 2013, "Meu Cálice, Meu Sangue!" que configura a esperança em Deus e de desafios cotidianos e, neste ano a banda já lançou dois video-clipes de músicas inéditas chamada "A Intempérie" que marca a entrada do novo vocalista Victor Castamere e "Depois da Intempérie", uma faixa semi-acústica que segundo o guitarrista e também vocalista Zeck Carvalho disse; "marca uma nova fase do AVA". O clipe de "Depois da Intempérie" recebeu algumas críticas negativas por conter os integrantes fumando e as letras se desviarem um pouco da temática padrão que a banda vinha seguindo. A banda se manifestou em sua página oficial no facebook e esclareceu que nem todos os integrantes eram cristãos e que tinham integrantes de várias religiões. Segundo o Zeck, a base da banda sempre foi transmitir uma mensagem positiva e principalmente, o amor.

Tive a honra de entrevistar o vocalista Zeck Carvalho pelo facebook que, representou toda a banda e nos falou um pouco sobre os projetos e influências do AVA. Cheio de gírias e linguagem jovial, Zeck fala com orgulho do "corre" deles e da imensa vontade de, assim como toda banda almeja, crescer e fazer muitos shows. Confira:

Atual formação do As Verdades de Anabela
D&CB: Antes de tudo, obrigado Zeck por nos ceder esse papo bacana aqui para o D&CB. E pra início, como começou o As Verdades de Anabela e quem são os atuais integrantes?

Zeck Carvalho: Mano, primeiramente eu que agradeço esse corre! De coração, é um prazer imenso tá respondendo isso aqui. A AVA começou em 2013, ela foi um recomeço para outra banda nossa na época, que também já havia mudado o nome 2 vezes em menos de 2 anos, e quando mudamos para As Verdades de Anabela esse nome se tornou o nosso mantra. Nosso nome fixo. A banda atualmente é formada por mim, Zeck Carvalho (Guitarrista e vocalista) Victor Castamere (vocalista) Victor dos reis (Guitarrista) Leonardo Noya (Baixista e vocal) José André (Baterista) e o nosso querido Yuri Emidio que fazia parte da antiga formação, saiu e voltou agora (Sampler e tecladista).


D&CB: As letras do AVA tem didáticas cristãs e uma mensagem bem positiva. Vocês se consideram uma banda cristã ou isso não faz parte da identidade da banda?

Zeck: Então, a AVA tem uma identidade cristã, porém, assim como o sol nasce todo santo dia a gente também se desprende de religião a cada dia que passa. Creio que estão vindo tempo de mudanças e nós só pregamos e cantamos as nossas verdades, o que achamos ser o certo! 

D&CB: Recentemente houve uma mudança no vocal berrado (gutural). Isso abalou a banda de alguma forma? Como os fãs encararam essa mudança?

Zeck: Na verdade já faz um tempinho, ou ao menos parece que faz. Mas com certeza abalou de uma certa forma, mas a gente sempre se levanta e persiste no sonho. Tivemos uma positividade muito grande com os fãs em relação a entrada do novo vocalista. Ele se tornou um irmão pra gente e para mim parece que a banda nunca esteve tão boa. 

D&CB: No canal do YouTube de vocês, a banda costuma postar vídeos que são apelidados de "Drops de Anabela" que, basicamente são making-off de shows e tudo mais. De onde veio essa ideia e qual a importância que a banda dá para a galera que curte o som de vocês?

Zeck: "Os Drops de Anabela" foi uma ideia minha, na verdade a gente já lançava uma série de drops e os "Drops de Anabela" é tipo uma atualização mais organizada dos nossos drops. Em relação a galera que curte o nosso som eu só tenho a agradecer mesmo, porque pra mim é algo surreal a proximidade entre a gente e os nossos fãs, temos até um grupo no whatsapp que se chama #AVAGANG onde se encontra os membros da banda e a galera que curte a gente, estamos sempre trocando ídeias e discutindo diversos assuntos. Nossa proximidade com a galera é algo necessário para essa nova etapa da banda e a importância que damos pra essa galera podemos chamar de importância de alto nível e necessária.

D&CB: Qual foi o melhor show do AVA até agora?

Zeck: Mano, com certeza foi o nosso último show que foi no dia 26/07 com os irmãos da Lost In Hate, A Nuvem de Oort, e a banda Pray For Mercy de SP. O show foi realmente insano, casa cheia, galera cantando com a gente, eu realmente tive uma das melhores experiêncas da minha vida em relação ao rock.

D&CB: Vocês costumam lançar singles em forma de clipes. Isso é um diferencial enorme. Para vocês, isso é melhor ou simplesmente é o que gostam de fazer?


Zeck: Mano, a gente simplesmente gosta de fazer. É algo em que temos facilidade então a gente aproveita bastante essa oportunidade da facilidade em lançar clipes.

D&CB: Quais são as principais referências musicais do Zeck Carvalho e do As Verdades de Anabela? 

Zeck: Mano, nossas influências variam muito, podemos dizer que são influências bem ecléticas. "Queen, Johnny Cash, August Burns Red, Pierce the Veil, Racionais, The Devil Wears Prada, Fresno e etc... Diversas bandas nacionais... nossas influências são realmente incontáveis. 

D&CB: Tem alguma banda que vocês sonham em tocar juntos?

Zeck: Inúmeras bandas! Dividir palco com a Fresno é um sonho em comum dentro da banda. (haha) tomara que um dia role! 

D&CB: Vocês lançaram uma faixa acústica chamada "A Chama" e recentemente lançaram outra música acústica chamada "Depois da Interpérie". Esse formato faz parte do DNA da banda? Conte-nos um pouco.

Zeck: Essa vibe mais acústica faz parte do nosso DNA, porém esquecemos disso durante um tempo e estamos retornando com esses projetos acústicos.

D&CB: O que os fãs podem esperar do As Verdades de Anabela para os próximos meses? Pretendem gravar um novo EP ou álbum completo?

Zeck: Na verdade estamos lançando um EP por partes. Primeiro lançamos "A Intempérie" e logo em seguida lançamos a acústica "Depois da Intempérie". Até o início de 2016 serão lançadas mais 2 músicas no qual se resultará em um EP FÍSICO com essas 4 singles. O que os fãs podem esperar para os próximos meses é simplesmente um crescimento enorme na banda. Acreditamos que estamos passando por uma fase onde a banda sai do "banda de pequeno porte" para uma banda de "médio pequeno porte". Estamos com esse pensamento na mente e isso vai trazer coisas incríveis tanto para a banda quanto para os fãs. Aguardem nossas verdades, meus amigos! Pois não vamos nos calar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Entrevista: Danilo Andrade

E na nossa primeira entrevista do ano, troquei uma ideia muito bacana com o Danilo Andrade, editor-chefe do Portal O Propagador a qual também sou colunista, e que é de bom e agradável conteúdo. Na ocasião, Danilo fala sobre os desafios do site, música gospel e projetos para este novo ano. Confira na íntegra!

Dialetos & Coisas Boas: "O Propagador" é um portal cristão, digamos, conceituado na blogosfera. Como você ver os blogs e sites julgados cristãos hoje? Existem sites realmente comprometidos em passar um conteúdo cristão comprometido exclusivo com a Verdade?

Danilo Andrade: Jhonata, primeiro quero agradecer pela oportunidade de "estar do outro lado da bancada". Quando comecei em 2011, haviam poucos sites e blogs de fato conceituados na internet. Alguns continuam firmes e fortes outros ou desapareceram ou seguem "capengando". Isso acontece tanto por sermos independentes quanto pela falta de apoio principalmente em publicidade. Todo veículo de comunicação precisa vender espaço publicitário para se manter e infelizmente no meio gospel o que existe é uma postura inversa a isso. Muitos querem espaço, querem ser divulgados, mas de graça na moda do "me abençoa irmão", o que afeta a longevidade dos sites. Sim, a grande maioria dos sites é comprometida com a verdade, apesar desta não ser tão apreciada pelo meio. Nós que escrevemos para o meio gospel vivenciamos muito isso: se a verdade é positiva, deve ser publicada e enaltecida, mas se for negativa, deve ser omitida ou será alvo de críticas e retaliações. Faz parte.







D&CB: Sendo um protestante, você acha possível fazer um intercâmbio positivo com a música e cultura católica, já que novas bandas boas estão surgindo como Beatrix, VIA33 e Crux Sacra?

Danilo A.: Sim é possível. A linha que separa cristãos protestantes de católicos é tênue. Existem valores que são compartilhados por ambos os lados e creio serem estes tão importantes ou mais que as crenças. Essa intersecção deve sim ser explorada por ambos os lados. Diferente de outros segmentos, a música infelizmente ainda carrega esse ranço de separatismo, o que faz com que deixemos de aproveitar boas coisas em outros segmentos e gêneros.

D&CB: Como você ver o portal "O Propagador" hoje? Tem como crescer e melhorar mais ainda?

Danilo A.: Vejo o portal O Propagador como fruto de um trabalho árduo e longo. Já trabalhei com diversos colaboradores, desde o "Gospel Músikas" e enquanto uns iam ficando pra trás, novos foram surgindo e me ajudando a fazer do site o que ele é hoje. Não posso deixar de creditar alguns em especial como Gesson Nunes, que apesar de não estar presente nesta fase do site contribuiu para o crescimento do antigo "Gospel Músikas", Tayse de Souza sempre nos brindando com seus textos incríveis, Tiago Abreu com seu talento nato para pesquisas e escritas sempre impecáveis e Rodrigo Berto que me ajudou a dar a "cara" do novo site. Obrigado a todos.

Creio que é possível crescer sim, e estamos trabalhando para isso. Em 2015 quero dar um "UP" no site através de alguns projetos que estão nascendo e em breve serão divulgados. Aguardem!
 
D&CB: De onde veio a ideia de nomear o site com o nome "O Propagador"?
 
Danilo A.: Na verdade este nome era pra outro site. Em 2013 eu e outros editores donos de sites projetamos criar um novo Portal gospel, agregando todos os sites existentes na época. Durante o processo de sugestão de nomes, eu sugeri "O Propagador" e apesar de alguns votos positivos não foi escolhido. Acabou que o projeto não obteve êxito e foi abandonado. Quando decidi trocar o nome do meu portal, não pensei duas vezes: "O Propagador vai nascer". O nome é sugestivo e indica propagação de algo, neste caso, da informação, do conteúdo que o internauta busca.
 
D&CB: Blogs como o "MVC - Minha Vida Cristã" e o portal "Cristianismo Criativo', tem o intuito de não só passar uma mensagem cristã, mas também de dialogar com a cultura, digamos, secular, afim de reter o que há de bom. "O Propagador" também usa esta ferramenta cultural, ou se fecha ao gospel?
 
 
Danilo A.: Quando "abandonei" o meu site antigo "Gospel Músikas" para trabalhar sob o novo nome, a ideia sempre foi estabelecer e manter este diálogo, mas não é muito fácil quanto parece. Ainda sim, estamos buscando o "tom" e acredito que estamos no caminho. Cinema, literatura, e mesmo a música secular tem encontrado espaço em nosso site e a tendência é ver esses temas ainda mais presentes por lá.
"...Se pudesse dar um conselho diria que persistir deve ser o principal verbo de nossas vidas. Desistir é muito fácil, mas o fruto da persistência não tem preço."

D&CB: Sabendo que os horizontes da boa cultura cristã tem sido ampliado com o Movimento Crossover ou Novo Movimento da música cristã, você acha possível que a música gospel sofra uma drástica mudança e assim acabe com este rótulo?

Danilo A.: Sinceramente eu duvido muito. Eu acredito numa mudança de visão, mas a música gospel é extremamente variada assim como o seu público. É bem improvável pelo menos no Brasil que a "música gospel" deixe de ser mencionada assim, apesar de acreditar que isso não faz muita diferença. Vemos por exemplo em premiações como o Grammy Latino que a nossa música gospel é incluída na mesma categoria que a música católica como "música religiosa". Desta forma penso que, mesmo que deixemos de usar o gospel", ainda assim é bem improvável que a nossa música seja vista apenas como "música"
pura e simples.
D&CB: Como você ver a indústria fonográfica e geral hoje?


Danilo A.: É possível dizer que houve uma evolução considerável, principalmente com o advento da era digital. Não que o mercado tenha evoluído por contra própria, mas que está sendo forçado a isso. No entanto se comparado ao secular, o gospel ainda precisa evoluir e muito, não em relação ao "fazer música", mas como lidar com o mercado em si. O amadorismo ainda é gritante e promete persistir em nosso meio ainda por muito tempo...

D&CB: "O Propagador" pretende ampliar suas mídias ou irá permanecer somente sendo um portal online? Quais são os projetos para este ano de 2015?



Danilo A.: Então... Um dos projetos para 2015 é o lançamento de uma revista impressa como uma extensão do site. Além disso, estou estudando com alguns amigos a possibilidade de realizarmos um concurso com a realização do O Propagador e outros a nível nacional. Se tudo correr como planejado, em breve teremos mais informações a respeito deste evento.

D&CB: Deixe suas considerações aos nossos leitores, e um muito obrigado da equipe "Dialetos & Coisas Boas".

Danilo A.: Quero agradecer a oportunidade de falar um pouco sobre "O Propagador" e minha visão sobre o meio que venho atuando. Creio que temos muito a crescer não apenas um crescimento numérico, mas como pessoas também. Escrever me abriu horizontes impensados há algum tempo para mim e isso não tem preço. Se pudesse dar um conselho diria que persistir deve ser o principal verbo de nossas vidas. Desistir é muito fácil, mas o fruto da persistência não tem preço. Abraço a todos!
 
 




quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Playlist: músicas para se ouvir no mês de dezembro


Hoje o blog abre um novo espaço: Playlist. E já nesse pique de fim de ano, fiz uma lista de músicas super bacanas para se ouvir neste período. Levando em consideração que, não montei uma playlist que necessariamente tenham conteúdo específico - na letra - sobre o mês de dezembro, natal ou fim de ano. Mas também não nos impede de selecionarmos algumas boas para estas datas né?

                                                                Lorena Chaves - Dança

Composição de Marcos Almeida ex-vocalista da Banda Palavrantiga e da própria Lorena Chaves. "Dança" é uma música que traz essa pegada introspectiva e apegoada que nos faz dançar literalmente. É uma típica música para se ouvir em um dia de frio antes de sair de casa ou em uma reunião em família. Segue a dica!

                                                    City and Colour - The Lonely Life

Quem me conhece sabe o quanto sou fã do City and Colour, projeto solo do cantor e compositor Dallas Green. "The Lonely Life" faz parte do seu disco mais recente chamado "The Hurry and The Harm", gravado em 2013. Essa é uma canção com um aspecto de liberdade. Um bom momento para ouvi-la seria enquanto se faz uma boa comida ou conversa com aquele amigo carismático.

                                                                 Passenger - Holes

Passenger é uma intrigante mescla de artista folk apaixonado e artista pop animado! Deixando os rótulos de lado, "Holes" é uma música para se ouvir no ano inteiro, mas como conheci ela somente em dezembro, ofereço-a a todos os casais apaixonados, e que se beijem e se amem muito em dezembro ao som de Passenger!


                                                      Hibernia - A vida como ela era

Aaaah! Banda Hibernia!!! Gravaram um disco super demais e sumiram: nunca mais gravaram nada (não que eu saiba). "A vida como ela era" faz parte do disco gravado em 2009 com o mesmo nome da faixa indicada. A música é uma introspectiva reflexão sobre a inocência dos dias passados. Como dezembro é o mês de natal e fim de ano, onde a maioria das pessoas fazem uma leve e breve reflexão de sua vida, fica aí essa doce e amável dica de música!

                                                  Lorena Chaves - À procura de um par

Eu sei que já temos uma música da Lô aqui, mas sinceramente, não podia deixar essa meiga canção de fora né? "À procura de um par" traz todo aquele ar de afeição e esperança. Tudo a ver com o mês de dezembro! Lorena hoje é um dos principais nomes do Movimento Crossover da música evangélica brasileira, onde os artistas cristãos fazem música para todos os públicos, com uma linguagem bem ampla!

                                                Los Hermanos - Conversa de botas batidas

Nessa humilde playlist não podia deixar de sugerir os eternos Los Hermanos! "Conversa de botas batidas" é uma canção "amoreca" tanto no instrumental como em sua ingênua letra! Retrata com simplicidade a força que tem o amor! Papo de dezembro!

                                                             Michael Jackson - Ben

Ahh, sendo sincero, a música "Ben" é trilha sonora de vida! O lendário Michael, tão novo, mas parecia que já sabia que sua música iria atravessar gerações e encontrar lugar em vários dezembro's por aí!

                                                    Rosa de Saron - Quando tiver sessenta

E para fechar, e com chave de ouro nossa playlist, recomendo a simplista e doce "Quando tiver sessenta" da banda Rosa de Saron. Acredito que é a única de todas as canções que citam algo a ver com o mês de dezembro: natal. Uma canção folk e recomendadíssima para se ouvir no natal junto com toda família antes e depois da entrega de presentes!

Enfim, esta foi a playlist do mês de dezembro que consegui elaborar para recomendar aos leitores do "Dialetos & Coisas Boas". Perdoem a imperfeição, mas fiz o meu melhor. Deixei várias boas músicas que tem essa temática, porém, acredito que as sugestões aqui enriquecerão bastante o seu mês! Fim de ano, mas início das playlist's aqui no blog! Deixe seu comentário sobre nossa lista de músicas e sugira a próxima. Valeu!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Análise: CD "Riot!" - Paramore

Continuando a vibe da discografia do Paramore, analiso o tão honrado e simplista "Riot!" (Revolta) que há muito tempo vem me soando agradavelmente pesado! "Pesado" não só no instrumental, mas também, em todo sentimento expresso nas letras.
   Nem tão explosivo e lento demais. "Riot!" é um exemplo de disco feito na medida ideal. A mescla das músicas que compõe o álbum, foram pensadas de acordo com a proposta  ideal dos integrantes: mostrar com clareza os seus sentimentos. Acredito que a base de composição da banda prevalece como autobiográfica. For A Pessimist, I'm Pretty Optimistic abre o disco com uma pegada "pra cima!', já mostrando a energia que o álbum carrega. That's What You Get vem logo em seguida continuando o peso prometido em "Riot!". É uma das primeiras canções da banda, a qual eles tocam até hoje. Destaque para os riffs de guitarra e boa execução do Josh Farro e Taylor York nos vocais. E se no "All We Know Is Falling" tinha "My Heart" como forma de louvar á Deus, no Riot! temos a simplista "Hallelujah". E sinceramente, é comum você ouvir canções que carreguem o título de "Aleluia", mas que certamente terá um clichêzinho gospel. Mas o Paramore provou que não precisa fazer parte da indústria gospel para ser cristão, basta ser sincero como a Hayley "grita" no refrão:

"Desta vez nós não vamos desistir
Vamos fazer isso durar para sempre
Gritando... Aleluia
Nós vamos fazer isso durar para sempre"

Capa do "Riot!"


 
  
    Continuando a explosão de sentimentos, temos Misery Business. Com uma letra bem forte, que de longe me parece uma rivalidade entre duas garotas por um garoto. Não lembro bem, mas parece que a vocalista Hayley Willians teve umas desilusões amorosas um pouco antes da fase de produção do Riot! , e como o disco envolve os mais sinceros sentimentos da banda, vale bem registrar esse momento. When It Rains e Let the Flames Begin são as primeiras duas baladas do álbum. A última é para mim uma das mais profundas. Aqui, mais uma vez o Paramore dá um show de sinceridade em termo de fé, e me conquista mais ainda. Uma única observação pessimista nessa música, é que a guitarra soou muito como "mais do mesmo" dos rock's norte-americanos. E por falar em fé, aparece Miracle dizendo:
 
 
"Não é fé se você
Se você usar seus olhos
Você irá mentir
Nós vamos nos acertar desta vez"
 

 
   Sinceramente, rotular Paramore como gospel, é jogar os sentimentos da banda fora e a chamando de mentirosa, pois há muita verdade em suas letras, coisas que falta em muitas letras ditas como gospel - o que é meio contraditório. Crushcruushcrush é uma canção 90% pop. Principalmente quando a Hayley diz: Crush... crush... crush... crush! crush! , mas não deixa de ser uma boa canção. Durante todo o disco, é estabelecido - creio que sem pretensões - uma sonoridade linear, e digo que até pela pouca idade da banda, os grandes solos e peso sonoro tenha ficado para outro projeto.
   We Are Broken mostra um lado lírico da banda. Fences volta a lembrar o pop de Crushcruushcrush , single do álbum. E lembrando as primeiras faixas e provando que "Riot!" é pesado do seu jeito, temos Born for This fechando o segundo CD de inéditas da banda E teve também a faixa Decoy na versão Deluxe, que sem "mimimi", é a melhor canção dessa fase "Riotiana". Em termo de letra, Hayley e Josh deram um show! Acredito que conseguiram transmitir, mesmo que de uma forma particular, todas suas emoções adolescentes.
 
  • Letras: 9,0
  • Produção: 9,0
  • Projeto Gráfico: 8,5
  • Interpretação: 9,5

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Entrevista: Lilian Soares

 Lilian é vocalista da banda curitibana Simonami. Com um belo senso de humor e irreverente, Lilian nos cedeu uma entrevista e falou um pouco da vida pessoal e artística!

D&CB: Conhecendo midiamente seu caráter, é notório sua simplicidade e gênio extrovertido. O que te faz transbordar de alegria além da música? 

Lilian Soares: Ah, meu marido discordaria veementemente de você na parte da simplicidade (ele diz que eu sou complicada demais hahaha), mas brincadeiras à parte, o que provoca alegria em mim acredito que seja a vida, o estilo de vida que escolhi e as implicações que isso tem trazido pra mim e pra minha família, que me ensinou a viver assim.

Quando iniciou o seu amor pela música? Houve grandes influências ou foi espontâneo?

Não sei se eu tive muita escolha. Meus pais são dois canarinhos. Não param de cantar desde quando eu estava fazendo volume na barriga da minha mãe! As maiores influências, ainda pequenininha, foram meu pai e minha tia, os que mais cantavam para mim e comigo. Mais tarde fui procurando meus referenciais, minhas musas.



Recentemente, a convite do Marcos Almeida, ex-vocalista do Palavrantiga, você participou do Nossa Brasilidade, também ao lado da cantora Lorena Chaves. Vocês tem uma relação amigável fora dos palcos? Se sim, como começou essa amizade?

Acredito que nós nos gostamos e nos admiramos de longe... É uma relação diferente da que eu tenho com a Uyara Torrente, por exemplo, a quem eu chamo de amiga e pra quem eu ligo quando as coisas não estão tão bem. Mas é um outro tipo de carinho, de cuidado com a vida do outro. Já entrei em muito conflito em facebook pra defender a Lorena e/ou o Marcos (tenho 'sangue quente'). Acho que estou mais pra fã/líder do fã-clube do que pra confidente. (risos)

"Bandas pequenas como a gente acabam tendo que escolher no que querem botar mais força e agora a gente quer mesmo é tocar."

Suas composições são sempre profundas, e a sincronização e impasse vocal entre você e a Lay, é impecável. O que te inspira na hora de escrever? E qual a sensação de ver um sentimento virar música?

Talvez elas soem profundas porque eu tenho o maravilhoso hábito de correr para os cadernos sempre que eu não consigo lidar bem com alguma tragédia. Acho que daí é que vem a dificuldade tremenda que tenho em cantar as músicas que escrevi. Sempre que acontece eu não curto muito. Porque dentro delas estão guardadas todas as minhas experiências ruins. Mas o processo é importante, porque chega um dia em que ela vira só uma lembrança boba, uma experiência lá longe, de tanto cantar.

Formada em abril de 2010, é considerável que o Simonami ainda é muito nova, mas que, indiscutivelmente, tem uma gigante qualidade musical e letrista. Como você vê a banda hoje no cenário underground? E o que almejam para os próximos quatro anos?

Ah, acho que dá pra gente ficar mais "punk". Enxergo a Simonami como mais uma banda fruto do fenômeno da internet. Todo mundo tem acesso, todo mundo pode ter banda, todo mundo pode alcançar todo mundo. A gente quer crescer. Tocar mais, compor mais, gravar mais, poder fazer da música autoral nosso ganha pão. Não tem sido moleza, mas tem valido a pena demais!

Em entrevista ao "Minha Vida Cristã" a banda citou boas referências, mas quais são - de fato - as principais referências musicais na banda? Há um coletivo ou cada um ouve coisas diferentes?

Cada um ouve coisas diferentes mas dá pra citar algumas coisas que a banda toda curte: Adoniran Barbosa, Cartola, Originais do Samba, Peter Broderick, Tegan and Sara, Siba, Cidadão Instigado são alguns.

Existem alguns rumores de que o Simonami faça parte do Movimento Crossover, o mesmo que artistas como Tanlan, Palavrantiga, Lorena Chaves e Crombie integram. Isso de fato é verdade ou não há conhecimento musical disso? Você é cristã de alguma igreja específica?

Cara, eu não sei. Tem tanta coisa, tanto nome, tanto rótulo que enfiam na gente que eu nem consigo acompanhar mais. Acredito que na história a gente dificilmente consegue dar nome aos movimentos e enxergar o que eles contém assim, no ato. Alguns anos precisam passar pra gente inventar os títulos, mas fazer parte de algum grupo com esse pessoal que você citou deve ser coisa boa (gostamos demais dessa turma!). Eu sou cristã desviada de igreja faz um tempo. Eu e Jean decidimos esses tempos que vamos integrar um grupo bacana e peculiar e pequeno de cristãos que se reunem aqui perto de casa. Mais perto de igreja que eu tenho chegado.


Banda Simonami
Além do EP e o disco "Então Morramos", vocês também disponibilizam algumas novas canções no SoundCloud. Essas canções seriam frutos para um novo disco? Há expectativas de quando sairá o próximo CD?

O problema de uma banda com cinco compositores é que música é mato! Acho que vai ter briga pra ver o que vai entrar no próximo disco (risos),
Estamos trabalhando para que o 'Então Morramos' alcance ainda mais criaturas ouvintes e corações pululantes em 2015 pra no fim do próximo ano a gente começar a pensar nesse novo álbum.


Para matar a curiosidade da maioria dos admiradores do Simonami e, especificamente os que amam sua voz, diga o que você costuma ouvir no dia-a-dia.

Eu to apaixonada por uma guria inglesa, a Laura Mvula e por uma porrada de cariocas: banda Biltre, Baleia, Mahmundi... Não páro de escutar!

Como você vê o cenário musical no Brasil atualmente? A internet contribui ou atrapalha para a indústria musical? 

Acho que a internet democratiza. O que atrapalha é a gente não saber lidar com a ferramenta. A internet pode apontar pra um futuro sem artistas-semi-deuses-arrogantes e com todo mundo autorizado a produzir arte. Aí cada um vai decidir o que quer consumir. Não fosse essa ferramenta eu teria sido privada de tanta coisa! Há tempos atrás a gente tinha que enfiar dólares em envelopes pro exterior na esperança da banda underground que a gente curte lá do outro lado do planeta recebesse e enviasse um cd de volta, pra poder acessar o que é produzido distante. E aqui no Brasil, pra tocar em rádio, só com jaba. Hoje uma banda chulé cheio de faveladinho e pobretão desempregado e sem formação igual a gente toca em tudo quanto é canto mesmo sem ter o famoso Q.I. (quem indica). O atrapalho está mais na pobreza de repertorio de vida mesmo pra ter poder de escolha do que na própria internet, acredito eu.







Neste novo disco intitulado "Então Morramos" é visível a abordagem de assuntos mórbidos, tais como suicídio, dores internas e decepções. O que instigou a banda a "gritar" alto esse tema? Tem um real motivo? 

Tanto neste quanto no primeiro álbum a gente se juntou pra compor ou juntou composições que já existiam sob o pretexto de cantar coisas que as pessoas evitam - envelhecimento, solidão, morte, depressão, dor. A gente tava sendo bombardeado por uma cena que só sabia cantar chifre, decepção amorosa, como ser crente é ser feliz e sobre como a vida é boa. A gente quis apontar em outra direção e dizer que sim, a vida é maravilhosa, mas por causa da complexidade desses dilemas e da profundidade das dores e dissabores que a gente pode experienciar em detrimento dos momentos alientantes de alegria extrema a troco de nada.

"Sin Premura" e "Janela" foram canções do "Então Morramos" que ganharam clipe. Pretendem gravar mais clipes das músicas deste álbum? Vocês pretendem gravar um DVD?

A gente está preparando um último videoclipe pra esse ano com a ajuda de um cara que nos ama e a quem nós amamos muito, o Arnaldo Belotto, que concebeu e promoveu todos os vídeos mais charmosos que a gente tem na internet. Essas coisas custam muito tempo que a gente custa pra arrumar, um dinheiro que a gente não tem e um esforço enorme pra acontecer. Bandas pequenas como a gente acabam tendo que escolher no que querem botar mais força e agora a gente quer mesmo é tocar. Visitar cidades, viajar, conhecer pessoas e tocar pra elas. Num futuro um DVD seria bacana demaaais, mas por hora, a gente quer é bater perna mesmo e providenciar que o maior número de pessoas viva a experiência de um show ao vivo da Simonami em tempo real.

Suas considerações ao blog e desde já, meu agradecimento á você por essa conversa!

Cara, acho que foi a entrevista mais elaborada e pesquisadinha que eu já respondi! Obrigada por isso! Tomara que eu tenha caprichado o suficiente nas respostas e que todas as curiosidades tenham sido resolvidas, ou não, né? porque instigar as questões sempre foi o nosso forte aqui em casa! 


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