Mostrando postagens com marcador Paramore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paramore. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Análise: CD "Paramore" - Paramore

E depois de muito tempo acompanhando a discografia da banda Paramore, analiso hoje o álbum mais recente da banda, o homônimo Paramore, lançado dia 9 de Abril de 2013, sendo o 4º álbum de estúdio da banda, e foi pela gravadora Fueled by Ramen.  Este foi o primeiro disco da banda sem a participação dos antigos membros Zac e Josh Farro. Teve a produção de Justin Meldal-Johnsen.

Para começo e em poucas palavras, quero dizer que o álbum é BOM! Não é bom de 'bonzinho', é BOM COM LETRAS MAÍUSCULAS E EM NEGRITO MESMO!
Apesar da capa de eu ter no meu MP3
não ser esta, mas sim a contracapa (encarte, não sei bem)
esta é a oficial!


Só pra comprovar o que estou dizendo, o disco ganhou a 1ª colocação em 6 países, sendo eles: Austrália, Brasil, Estados Unidos, Irlanda, Nova Zelândia e Reino Unido. Diga-me se não é bom? (hehe)

Vamos as faixas:

Confesso que me assustei que em boas composições deste álbum, tem um dedinho do produtor Meldal-Johnsen, a exemplo da faixa que abre o disco, Fast in my car. Ela mostra um lado introspectivo, na parte instrumental quanto a letrista. Boa escolha para início de álbum! Em seguida, temos o primeiro single do disco, Now (Agora). A mesma ganhou um belo videoclipe muito bem produzido, e com uma temática justa a letra, composição de Hayley e Taylor. Confere aí:

                                         Paramore: Now [OFFICIAL VIDEO]

Na 3ª faixa, encontramos Grow Up (Crescer), mais uma de Hayley e Taylor. A dupla assina, sozinhos, 90% do disco. E que boa parceria de composições hein? Grow Up é uma música bem madura. Mostra a fase de crescimento mental de uma pessoa - possivelmente da Hayley - e a hipocrisia das pessoas em seu redor. Tema que a banda gosta bastante de abordar.
Em seguida, Daydreaming (Sonhando Acordada), uma das minhas músicas favoritas do álbum! Tem um trechinho no finalzinho dela que eu achei muito interessante e queria compartilhar com vocês:



Não que eu não vá lembrar de onde eu vim
Só não quero mais ficar aqui
Não é o suficiente
(Só estamos meio vivos)
Estou indo
(Só estamos meio vivos)
Para onde os outros sonhadores vão
(Só estamos meio vivos)
Para onde os sonhadores vão
 
Esta verdade toda que o Paramore passa, é o que me cativa, e falo como um crítico musical. A 5ª faixa é um interlúdio, Moving On (Seguindo em Frente), com uma pegada bem folk dos anos 80, Hayley faz uma diversidade linda com sua voz. A frente temos a minha música favorita do disco e terceiro single do CD, Ain't It Fun (Não é Divertido), que com certeza você merece ver o clipe:
 
                                      Paramore: Ain't It Fun [OFFICIAL VÍDEO]
 
 
Composição brilhante de Meldal-Johnsen, Hayley Williams e Taylor York, Ain't It Fun fala das crises existenciais e conflitos de uma maneira otimista (acredite, isto é possível!). De forma alegre e divertida, Hayley meio que "zomba" quando canta "Não vá chorar para sua mãe / Porque você está por conta própria no mundo real" no finalzinho da canção. Destaco três pontos positivos nesta música:
 
1 - Instrumental diversificado, deixando a música versátil e nada cansativo; (acredite, ela tem repeat infinito no meu player!)
2 - Letra muito bem escrita e mensagem passada com sucesso (acredite mais uma vez: foi um tapa na minha cara essa letra!)
3 - Back-vocal no fim da canção muito bem colocado; (sabe o black-music? Amoooo!)
 
Ah, e a partir daí, é só musica pra magoar ( no bom sentido) o coração!
Part II aparece para lembrar que as guitarras do Paramore ainda existem e que eles ainda sabem falar do que é Eterno, no meio de toda transitoriedade que vivemos. Música preferida da minha amiga Dhayanna, e uma das minhas também. Destaco o peso e delicadeza da bateria, que em todo álbum é tocada pelo Ilan Rubin , ex-baterista Nice Inch Nails e Lostprophets e atual baterista do Angels & Airwaves. Não dá pra negar que a letra é simplesmente cristã. Isso mesmo! Pode orar de madrugada ouvindo ela que não estará cometendo pecado nenhum (eu mesmo já fiz isso!).
 
 

 
Dançando sozinha
Ao som da música de um inimigo
Estarei perdida até você me encontrar
Lutando por minha própria conta
Em uma guerra que já foi vencida
Estarei perdido até que você vir e me encontrar aqui
Oh glória
 
Last Hope (Última Esperança) é a 8ª canção do disco e 2º single.
Como compositor, busco diariamente boas referências, e graças á Deus, não faltam, e Hayley Willians, Taylor York e Josh Farro que não está mais na banda, mas que compôs boa parte do repertório dela com a Hayley, são referências muito importantes pra mim. Tanto no sentido letrista como demonstração da arte no palco. A canção lapida toda uma fase ruim e esperançosa. Um verdadeiro "esperança no caos" letrista. Still Into You (Ainda a fim de você) tem uma pega pop/rock muito bacana, e é impossível não ouvi-la dançando. Me divirto muito com ela! Aqui eaparecem alguns loop's e sintetizadores de guitarra muito bons. Acredito que é a primeira realmente romântica do álbum. E me desculpem, mas terei que sugerir o clipe para vocês pegarem a coreografia e dançar em casa com o namorado (a), irmão (ã), pai (s) e amigos!
 
                                  Paramore: Still Into You [OFFICIAL VÍDEO]
 
 
Anklebiters (Pirralhos) lembra os álbuns anteriores da banda, a fase ingênua, digamos assim. A canção é mais um embate ao "ligar para os que os outros pensam de você!" que a banda tanto gosta de falar. Realmente é uma boa música, simplista, mas boa. Destaco dois trechos muito legais: "Você deveria se apaixonar / Por si mesmo, novamente /
Se apaixonar por si mesmo" e "Por que você quer agradar o mundo? / E não ter onde cair morto? / Um dia você será / O único que você terá".
 
Holliday (Férias) é mais um interlúdio, desta vez, Hayley faz par com o baixista Jeremy Davis para compor. Repete a pegada anos 80 do interlúdio anterior.
 
Proof  (Prova) mostra um peso a mais de guitarras. Hate to See Your Heart Break é mais uma das minhas favoritas do álbum. Destaque para o vídeo-clipe que é o mais recente da banda.

 
                              Paramore - Hate to See Your Heart Break [OFFICIAL VÍDEO]

As últimas faixas (One of Those) Crazy Girls, I'm Not Angry Anymore, Be Alone e Future são canções com ar e tom de despedida realmente. Guitarras bem envolventes e letras super dinâmicas! Enfim, "Paramore" me surpreendeu com sua versatilidade e evolução sonoramente visível da banda. Letras muito bem pautadas e poéticas, instrumental com tons bem elaborados e um conjunto da obra bem pontuado! Recomendo!


Letras: 9,5
Produção: 10
Projeto Gráfico: 8,5
Interpretação: 10

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Análise: CD "Brand New Eyes" - Paramore

No dia 29 de setembro de 2009, o Paramore lançava o Brand New Eyes, que foi gravado no Lightning Sound Studios  em Hidden Hills, na Califórnia.
Ignorance foi o primeiro single do disco, e o disco foi lançado no mesmo dia que o guitarrista Josh Farro fazia aniversario.

Vamos as faixas e minha (imperfeita) análise:

Careful (Cuidadoso) abre o disco trazendo o peso juvenil que a banda já vinha mostrando nos dois primeiros álbuns. "A banda revelou que o principal tema do processo de composição e gravação foram os problemas internos da banda que eles vinham lidando nos últimos anos. Hayley ressaltou que crescer juntos numa banda é bem difícil, porque as pessoas invariavelmente mudam com o tempo. O primeiro single "Ignorance" foi o que 'quebrou o gelo' e fez com que a banda se reunisse para discutir e resolver seus problemas internos. Williams comparou isso a uma terapia e disse que foi difícil apresentar a letra dessa música para o resto da banda. O guitarrista Josh Farro admitiu que seria difícil tocar e cantar uma música que claramente era sobre ele, e também seria difícil para os outros membros, entendendo que como Williams é a líder e ela que é autora principal das letras, os fãs só poderiam ver a versão dela dos fatos" (Fonte: wikipédia). A música é meio que um combate ao imediatismo e anula todo o esforço frustrado de querer lutar sozinho para ser melhor, pois sempre precisamos de Alguém cuidadoso para sarar nossas feridas.

Ignorance (Ignorância) é uma faixa que dispensa comentários. Instrumentalmente bem elaborada, e com uma letra pra lá de madura (por mais que a aparência deste tema seja um clichê de jovens revoltados com quem os julga pela aparência)

 



Isso é um círculo, um ciclo vicioso
Eu não consigo mais te animar
Onde está seu martelo? Seu júri?
Qual é o meu crime dessa vez?
Você não é um juiz, mas se você vai me julgar
Bem, sentencie-me para outra vida

 
Este é um dos trechos que "acalenta" toda a canção. Bônus louvável para as guitarras, contrabaixo e back-vocals, que neste álbum evoluíram bastante.
Capa do 3º álbum de estúdio do Paramore: Brand New Eyes


Playing God (Brincando de Deus) é a primeira balada introspectiva do álbum. Continuando na mesma temática de Ignorance, é uma faixa bem enquadrada e direta naquilo que se quer passar.

E digo convicto, que esta análise seria muito ruim, se eu não parabenizasse a qualidade das letras e, como é perceptível a evolução do conjunto. Fica meio que claro, que há verdades nas músicas. Não falo como um fã, mas sim como um crítico musical que sou e amante da boa cultura pop. Tudo isso foi dito para que eu chegasse nas canções Brick by boring brick (Tijolo por tijolo) e Turn it Off (Desligar). Aqui, o disco vai diminuindo a pegada instrumental e aumentando a vibe letrista passando mensagens muito profundas e concretas. Não é atoa que a banda tem uma legião de fãs no mundo todo, no Brasil então, nem se fala.

The Only Exception (A Única Exceção) é minha favorita no disco.



Quando eu era jovem eu vi
Meu pai chorar e amaldiçoar o vento
Ele partiu seu próprio coração e eu assisti
Enquanto ele tentava o consertar
E a minha mãe jurou que ela
Nunca mais se deixaria esquecer
E foi nesse dia que eu prometi
Que eu nunca cantaria sobre amor se ele não existisse
Mas, querido, você é a única exceção
Você é a única exceção...

 
Esta é a primeira parte da música, que soa muito bem como um testemunho, composição magistral da Hayley Willians e Josh Farro. Mais a frente encontramos Feeling Sorry (Sentir Pena). Uma faixa aparentemente simplista, mas que tem suas particularidades e verdades bem elaboradas. Agora vemos a bateria mostrando um peso diferente, e o encontro super bacana das guitarras com o baixo. Looking Up (Melhorando) é uma faixa que lembra muito a fase do primeiro álbum da banda. Where the Lines Overlap continua a vibe da faixa anterior. Aah! e o que dizer de Misguided Ghosts (Fantasmas Perdidos) né? Música simplesmente linda. Tenho um sonho enorme de compor uma canção com essas características instrumental e letrista.

Eu sou apenas um daqueles fantasmas
Viajando incessantemente
Não preciso de estradas
Na verdade eles me seguem
E nós apenas vamos em círculos
 
Aqui já percebemos que o disco está caminhando para o fim, e deixando sua melancolia que esteve presente nas entrelinhas o álbum inteiro, se revelando. E para fechar o repertório de Brand New Eyes, aparece All I Wanted (Tudo o que eu queria). Que cara, pra ser sincero, é uma faixa gritantemente linda! É uma música que tem tudo a ver com o nosso 5 Graus de Miopia. Como Decode é uma faixa bônus, acho que não é necessário eu falar dela aqui, apesar de ser uma das faixas mais conhecidas da banda pelos fãs fiéis. Enfim, Brand New Eyes é um álbum muito bom analisado em todos os ângulos. E de antemão já peço que não se limite a esta simples análise. Procure ouvir o álbum muitas e muitas vezes, pois tenho certeza que ele tem muito mais a passar!
 
 
 
Avaliação Crítica
 
  • Letras: 9,5
  • Produção: 9,0
  • Projeto Gráfico: 8,75
  • Interpretação: 9,5



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Análise: CD "Riot!" - Paramore

Continuando a vibe da discografia do Paramore, analiso o tão honrado e simplista "Riot!" (Revolta) que há muito tempo vem me soando agradavelmente pesado! "Pesado" não só no instrumental, mas também, em todo sentimento expresso nas letras.
   Nem tão explosivo e lento demais. "Riot!" é um exemplo de disco feito na medida ideal. A mescla das músicas que compõe o álbum, foram pensadas de acordo com a proposta  ideal dos integrantes: mostrar com clareza os seus sentimentos. Acredito que a base de composição da banda prevalece como autobiográfica. For A Pessimist, I'm Pretty Optimistic abre o disco com uma pegada "pra cima!', já mostrando a energia que o álbum carrega. That's What You Get vem logo em seguida continuando o peso prometido em "Riot!". É uma das primeiras canções da banda, a qual eles tocam até hoje. Destaque para os riffs de guitarra e boa execução do Josh Farro e Taylor York nos vocais. E se no "All We Know Is Falling" tinha "My Heart" como forma de louvar á Deus, no Riot! temos a simplista "Hallelujah". E sinceramente, é comum você ouvir canções que carreguem o título de "Aleluia", mas que certamente terá um clichêzinho gospel. Mas o Paramore provou que não precisa fazer parte da indústria gospel para ser cristão, basta ser sincero como a Hayley "grita" no refrão:

"Desta vez nós não vamos desistir
Vamos fazer isso durar para sempre
Gritando... Aleluia
Nós vamos fazer isso durar para sempre"

Capa do "Riot!"


 
  
    Continuando a explosão de sentimentos, temos Misery Business. Com uma letra bem forte, que de longe me parece uma rivalidade entre duas garotas por um garoto. Não lembro bem, mas parece que a vocalista Hayley Willians teve umas desilusões amorosas um pouco antes da fase de produção do Riot! , e como o disco envolve os mais sinceros sentimentos da banda, vale bem registrar esse momento. When It Rains e Let the Flames Begin são as primeiras duas baladas do álbum. A última é para mim uma das mais profundas. Aqui, mais uma vez o Paramore dá um show de sinceridade em termo de fé, e me conquista mais ainda. Uma única observação pessimista nessa música, é que a guitarra soou muito como "mais do mesmo" dos rock's norte-americanos. E por falar em fé, aparece Miracle dizendo:
 
 
"Não é fé se você
Se você usar seus olhos
Você irá mentir
Nós vamos nos acertar desta vez"
 

 
   Sinceramente, rotular Paramore como gospel, é jogar os sentimentos da banda fora e a chamando de mentirosa, pois há muita verdade em suas letras, coisas que falta em muitas letras ditas como gospel - o que é meio contraditório. Crushcruushcrush é uma canção 90% pop. Principalmente quando a Hayley diz: Crush... crush... crush... crush! crush! , mas não deixa de ser uma boa canção. Durante todo o disco, é estabelecido - creio que sem pretensões - uma sonoridade linear, e digo que até pela pouca idade da banda, os grandes solos e peso sonoro tenha ficado para outro projeto.
   We Are Broken mostra um lado lírico da banda. Fences volta a lembrar o pop de Crushcruushcrush , single do álbum. E lembrando as primeiras faixas e provando que "Riot!" é pesado do seu jeito, temos Born for This fechando o segundo CD de inéditas da banda E teve também a faixa Decoy na versão Deluxe, que sem "mimimi", é a melhor canção dessa fase "Riotiana". Em termo de letra, Hayley e Josh deram um show! Acredito que conseguiram transmitir, mesmo que de uma forma particular, todas suas emoções adolescentes.
 
  • Letras: 9,0
  • Produção: 9,0
  • Projeto Gráfico: 8,5
  • Interpretação: 9,5

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Análise: CD "All We Know Is Falling" - Paramore

Capa do álbum "All We Know Is Falling"
Paramore é uma das bandas que conseguiram me conquistar no ano de 2014. A doce e inconfundível voz da Hayley Willians, me remete tranquilidade e determinação ao mesmo tempo. Levei uma semana para concluir esta análise pois queria explorar o máximo do disco pra não deixar passar nada.
   O título do disco é referente á "Tudo o que sabemos é cair". Não sei se a tradução é realmente esta, mas enfim, vamos as músicas. "All We Know" é uma música bem pra cima, alegre e envolvente. Lembro que quando a ouvi pela primeira vez o refrão, lembrei da música "Á Prova de Balas" da Banda Fresno. "Pressure" continua dando peso ao álbum. As guitarras seguem uma mesma linha, apenas, com alguns riffs desiguais na segunda parte. "Emergency" é um clássico da banda. Outra boa composição da Hayley com o guitarrista Josh Farro. A letra fala da insistência de alguém que está em "emergência", mas que mesmo em dores, não quer e nem vai desistir. Destaco o peso da bateria e potencial vocal da Hayley. Mais na frente, "Brighter" continua a linha sonora progressiva e alternativa do disco. Sendo o primeiro álbum da banda, creio que houve uma preocupação em deixar o trabalho mais rock possível. "Here We Go Again" mostra a identidade do jovem grupo. Destaco os riffs detalhados no intro que dão a impressão de eletrônico. Muito bom! "Let This Go" é uma das minhas favoritas do AWKF. E talvez seja por dois motivos: 1) Pela voz bem encaixada e sonoridade de música de viajem, que muito me agrada. E 2) Pela forte letra e toda sinceridade que há nela:


"...Porque eu nunca vou deixar isso acabar
Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer
Eu não quero ficar sozinha
Mas agora parece que eu não te conheço."

O Paramore é sem sombra de dúvidas, uma banda que fala o linguajar dos jovens, mas é notório a maturidade para desenvolver cada música, afim de que a mensagem seja transmitida com sucesso. Whoa traduz muito bem o que quero dizer: a juventude é uma fase muito complexa e frágil, e a banda tenta de forma simples, mostrar uma possibilidade de ser uma pessoa melhor. Conspiracy é uma canção para se ouvir deitado enquanto pensa na vida, ou, em uma curta viajem de casa ao trabalho/escola ou vice-versa. Destaco a boa colocação dos backs do guitarrista Josh Farro. É a partir de Conspiracy que o disco toma outro ritmo. Porém, não perde sua face do início, só muda para um clima "balada romântica", e aí encontramos a doce faixa Franklin que, também é o nome de onde a banda foi formada. A canção remete a nostalgia que eles [banda] tem do lugar. E enfim, a minha música favorita do disco: My Heart. Existe uma subjetividade de que os integrantes são cristãos, e eu acredito nisto. E não precisamos nem ir muito longe para confirmar isto, a própria My Heart ("meu coração" em inglês) deixa a fé dos integrantes clara:

"Cante-nos uma música, e a
cantaremos de volta pra você
Nós poderíamos cantar sozinhos,
mas o que isto seria sem você?"

   E a canção ganha peso quando o Josh solta o screamo cantando "Meu coração, bate por você / Bate, bate apenas por você. Meu coração é seu". Enfim, o álbum, claro, que com alguns defeitos como por exemplo, na bateria seca e solos meio enjoativos, mas isso não tira a qualidade da obra! Recomendo!

Ouça o disco: All We Know Is Falling


Avaliação Crítica
  • Letra: 8,75
  • Performance: 10,0
  • Sonoridade: 8,0
  • Geral: 8,0 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Top 5: Melhores Discos da Banda Fresno

   A Banda Fresno é um fenômeno de criatividade e uma explosão sentimental em suas letras. A primeira música que ouvi da banda foi "Deixa o Tempo" do álbum Revanche, e de cara já gostei. Após passar por cima do chargão "emo=música ruim" e/ou "emo=música gay", procurei conhecer melhor a banda, e, surtei ao saber o quão rica era sua discografia.
Fresno no SXSW 2014 - Metal & Lace, Austin (Texas)
    Apesar de nova ainda, recentemente completados 15 anos com a gravação de um DVD Ao Vivo em São Paulo, a banda já tem 6 álbuns de estúdio e 3 EP's, sendo o trabalho mais recente, o EP "Eu sou a maré viva".
   Quero deixar claro, que neste Top5 só inclui os discos LP. Não analisei os EP's que, diga-se de passagem, os dois últimos são muito bons.
   Lucas Silveira é um letrista, digamos, ousado. Vejo o vocalista como um compositor que expressa bem aquilo que sente e o cerca. O interessante é que em mais ou menos em 90% dos discos da banda, uma música, no mínimo, de cada álbum é de incentivo.

5º Lugar: O Rio, A Cidade, A Árvore [2004]
 
   Talvez os fãs mais antigos da banda, e que realmente "vestem a camisa" da Fresno, discordam de eu ter deixado o primeiro disco (após o EP "O Acaso do Erro") intitulado "Quarto dos Livros" de fora do Top 5. Mas os leais motivos são: por mais que o QL tenhas boas músicas, percebo uma sonoridade bem clichê; e por ser o primeiro disco, o som ainda estava se adequando a originalidade.
   Agora falando do "O Rio, A Cidade, A Árvore", um trabalho independente e de boa produção para uma banda recém-formada e que ainda procurava um espaço no underground. Destaco a riqueza das letras com os riff's melódicos de guitarra. Posso até dizer que é um disco coeso, mas de boa qualidade.

Destaques:

 
duas lágrimas

 
 
evaporar


 
 4º Lugar: Redenção [2008]

   Redenção foi o primeiro trabalho da banda por uma grande gravadora, e, produzido por um grande ícone do rock nacional, Rick Bonadio. Esta foi umas fase da banda que mais me intrigou pela versatilidade e o som pop trabalhado no disco. Sem contar que a capa ainda traz um "peso de uma boy-band.
   O disco é definido por riffs de guitarras bem variados e soltos, digamos assim. E como citei que o som do álbum é pop, defino com o grande uso de loops na maioria das faixas. Uma Música e Europa são exemplos de canções de viagens (do tipo que você está no carro e seleciona tal música e a cuja sicroniza com o clima).
   
Destaques:

 
redenção

 
 
milonga


3º Lugar: Revanche [2010]

   O Revanche de longe é um álbum bem parecido com o Infinito. Identifiquei referências como Muse, Radiohead e um pouco de Paramore em sua sonoridade. Poderia até citá-lo como melhor disco da banda, mas reconheço algumas falhas que poderiam facilmente serem corrigidas para me agradar totalmente.
   O disco foi - ou ao menos é o que me sugere - um grito de "TOMA ROCK DA FRESNO!" especificamente para mostrar, que a Fresno é sim uma banda de rock. Confesso que sua qualidade me surpreendeu, pois aqui eles abrangem mais assuntos além do amor platônico e melódico do "Quarto dos Livros", "O Rio, A Cidade, A Árvore" e "Ciano". Não que isto seja um defeito, mas acaba que sendo enjoativo. Perceba que até as letras "amorosas" amadureceram: Lucas e Tavares mostram um lado de amor próprio e até de volta por cima quando o assunto é relacionamentos.


Destaques:



 
deixa o tempo

 
 
porto alegre

2º Lugar: Infinito [2012]

   Confesso que a escolha do 2º e 1º lugar foram bem dificies. Até que eu poderia (assim como também podia colocar o Revanche no topo) colocar o Infinito como melhor disco da banda. E, pra ser sincero, este é o que mais me marca. Letras [muito] profundas, um ótimo arranjo, muito rock, digamos que da primeira até a última faixa. Até as mais lentas são incríveis.
   Aqui percebemos a evolução da banda e mudanças: Tavares deixou a banda para se dedicar ao projeto sólo, Esteban. Destaco a boa produção do Lucas, e, sinceramente, que gênio é este cara hein! É importante considerar também, que boa parte das canções tiveram um "gostinho" antes com o projeto solo do Lucas Silveira chamado Visconde: a faixa Infinito era Lá, Diga Pt.2 teve uma antecessora bem melosa e Seis era mais calma. Sem contar que a música Vida teve uma versão mais lenta.
   Para mim, este disco é o melhor da Fresno, mas no geral, ele fica como segundo colocado.

Destaques:

 
infinito

 
 
diga parte 2

  
  1º Lugar: Ciano [2006]


Enfim chegamos ao primeiro colocado! E para efeito, não vou nem falar muito deste disco, pois tudo o que queria dizer deste TOP 5, se resume em Revanche e Infinito.
   Sei que uma boa parte dos fãs, também dizem que este é o melhor trabalho da banda em LP. Muitas músicas deste trabalho marcaram e marcam muitos jovens, e me marcam muito até hoje.
  
  Bom, creio que é só isto. Sei que essa não foi uma boa análise (mas boas análises de alguns álbuns virão), mas dei meu melhor. Críticas, elogios e correções, deixem nos comentários.

Destaques:

 
cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas

 
 
alguém que te faz sorrir
   

Site Oficial: fresnorock.com.br