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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Sou apenas um idiota em transe

Ao som de Milonga e Acordar da Banda Fresno
 
Uma coisa aprendo todos os dias: sou um idiota em transe. Logo, estando em transe, talvez esta transição demore um pouco. Entendo que, por mais que eu seja legal, sou um chato arrogante que sabe o que quer e como conseguir, mas não sabe ao certo que ferramentas usar. Falei em ferramentas? Sim, talvez você entenda "ferramenta" como uma nova janela do seu computador ou um aplicativo muito importante no seu celular. Abraham Lincoln já dizia que "é melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida". Lendo o livro "O Vendedor de Sonhos" do Augusto Cury, identifico vários idiotas heróis e caridosos. Pera, mas ser idiota não é um defeito? Depende. Você acha o personagem Chris da série "Todo Mundo Odeia o Chris" interpretado magistralmente pelo ator Tyler James Willians, um cara babaca, sem conteúdo e defeituoso?

                      - - - *** - - - (Responda silenciosamente) - - - *** - - -

Você acha que o cara que ouve Fresno ás 00:44 da manhã é um cara emocionalmente defeituoso? Parabéns, também acho. Devo ser mesmo. Você acha que o autor da frase "A vida é uma simples sombra que passa (...); é uma história contada por um idiota, cheia de ruído e de furor e que nada significa." um intelectual defeituoso? Prazer, lhe apresento William Shakespeare. Idiotas são pessoas que não seguem um simples padrão; não fazem o que todos fazem; não escolhem o caminho mais prático, fácil e influente, pois preferem ir ao desconhecido e se arriscar do que seguir um clichê. E você, não é um idiota? Foi Heinrich Heine que disse que "O inteligente se previne de tudo; o idiota faz observações sobre tudo". Ah caro leitor que agora está deitado sem saber se para de ler este texto idiota feito por um idiota ou dá continuidade para depois sair dizendo pra todo mundo que também é um idiota.


Agora ao som de "Toda Vida" e "Partiu" do Dekalc
 
Observe que diariamente estamos cercados por pessoas que realmente querem o melhor para sua vida. E quase sempre este melhor, é concluído a partir de uma análise clichê de padrão social, do que seja uma vida estavelmente 'melhor'.
Será que ser idiota é ser ridículo? O que é o ridículo
"Tal música me remete isto: sempre correr
atrás do que se quer"
afinal? Calma, calma! Não pretendo filosofar o texto inteiro, até porque nem sei fazer isto. Mas se eu te disser que levei duas madrugadas para concluir este texto, você me acharia um idiota? Peraê! Mas como você pode me achar ou não idiota, se nem mesmo sabes o que significa ser um? Deixa eu levantar algumas coisinhas básicas aqui: 1) ser rico não te faz uma pessoa legal, assim como ser pobre também não te faz uma pessoa legal ou ruim; 2) ter status nem sempre significa ser amado, assim como não ter status também não significa ser odiado; o que concluo com isto? Que ser idiota não te faz ser uma pessoa pior (e nem melhor), mas pode dizer muito daquilo que você é. Desculpa-me mas terei que usar aquele clichê do "nem todo palhaço é feliz".

Ops!
Ouvindo "O Maior Idiota do Mundo" da banda Tópaz
(agora sim achei a música certa para o texto)
 
Em 2010 a banda Tópaz lançou o álbum III, e um dos singles foi a música "O Maior Idiota do Mundo". Entendo que idiota é aquele cara (ou moça) que nunca desiste daquilo que quer, por mais utópico que seja o seu sonho. Quando todo mundo diz que não vai dá certo, o idiota está lá, tentando e quebrando a cara várias vezes. Tal música me remete isto: sempre correr atrás do que se quer. Então velho, tampe os seus ouvidos e não pare de arriscar! Seja idiota com orgulho, porque os normais desistem muito rápido!
 
 Vamos lá ouvir uma música?
 
Tópaz - O Maior Idiota do Mundo
(Clipe Oficial)



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Entrevista: Iury Aleson

   A galeria de bate-papos do blog estreia com uma entrevista com o meu amigo, o escritor Iury Aleson. Iury está caminhando para seu segundo livro de poesias, e na entrevista falou do início do seu amor pela escrita e muito mais. Confere!

D&CB: Em 2009, você foi identificado com altas habilidades em poesia pela Equipe de Identificação do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação, na época você cursava a 7ª série e tinha 14 anos incompletos, sendo que muito antes já escrevia. Como começou seu amor pela escrita? O que te levou a dedicar-se a poesia?


Iury A.: É, primeiro comecei a ler bastante, logo depois resolvi começar a escrever, mas me aventurei primeiro em romances, crônicas, novelas, algo assim. Nessa época nem pensava em poesia, aí fui identificado em 2009, e conheci duas poetisas que me falaram que eu tinha cara de poeta, e então me ensinaram algumas coisas sobre poesia. Eu era um fiasco, aí dei uma parada, até voltar a escrever o que sentia e percebi um estilo próprio e me aventurei... o resultado de tudo é a coletânea "Poética".

Além de poesias, você também escreve contos, crônicas e peças teatrais. Como funciona o processo de criação? É o mesmo com a poesia?
 
Nunca! Não
"Com a poesia, escrevo quando vem a inspiração, e aí o que sair, saiu"



. As outras coisas eu penso, pego os inshights, monto um esqueleto, e aí começo a criar. Com a poesia, escrevo quando vem a inspiração, e aí o que sair, saiu.


Desde cedo você assina com o pseudômino de Harry Kruquinston. O que este, digamos, personagem, significa em seus escritos? E por que este nome?

Eu coloquei o pseudômino porque o eu-lírico de minhas poesias não sou eu no meu normal. É um estado de espírito que eu fico, e coloquei Kruquinston para ser um nome diferente, não tem nada de especial não.

Além de escrever você também se dedicou a música sendo co-fundador da Banda Distrito92, e além disto, é membro do grupo de teatro Metáfora Urbana.
Como foi trabalhar com o Distrito?


Sobre o Distrito92, não sei nem o que dizer muito. Éramos moleques e tínhamos muitos sonhos. O teatro mudou muito minha vida: quero viver disso, construir em torno disso... 

No 2º semestre deste ano, você, juntamente com mais três jovens lançaram a Coletânea Poética, pelo NAAH/S com apoio do Governo do Povo do Acre e Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour. O que este livro significa para você? E como foi o processo de composição das poesias?

Coletânea Poética
 O livro significa um trabalho com muito esforço. Foram 3 anos anos escrevendo, e selecionando as do livro, que nem são tantas assim. A maioria delas criei nas aulas de matemática... (Risos)

A maioria de seus poemas, falam de depressão, angústias, desigualdades, protestos e dores em geral. Isso faz parte do Harry Kruquiston, ou você realmente vivencia isso? Conte-nos um pouco sobre suas poesias do "Poética".

Sou eu, as outras pessoas... Quando vou escrever, eu sempre olho em volta, no que ouvi, vi, acho que quero ensinar as pessoas, passar uma mensagem, "como fazer do mundo um lugar melhor", por assim dizer. Não que eu tenha vivenciado, mas são o que as pessoas vivem, aí me coloco no lugar delas. Depressão é porque quando escrevo estou bem depressivo, fora do normal (como já falei).

Quais suas maiores influências na literatura? E quais seus livros e poesias favoritas?

Eita! Cara, meu poeta favorito é ultra-romântico, Alvares de Azevedo. Machado de Assis e Franz Kafka são meus escritores favoritos. E eu acho que influência é o Alvares de Azevedo, fora isso, é mais eu mesmo.


Facebook: Iury Aleson